Fachin cobra da PF todas as menções a ministros do STF no caso Master
Presidente do Supremo afirma que investigações contra integrantes da Corte dependem de autorização do plenário
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira, 13, que a Polícia Federal (PF) deve encaminhar à Corte todas as menções a ministros encontradas nas investigações sobre o Banco Master, sem exceção. Ele também ressaltou que eventuais investigações contra magistrados dependem de autorização do plenário do tribunal.
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A orientação foi dada durante uma reunião com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que solicitou esclarecimentos sobre como apresentar as informações relacionadas ao caso. Segundo nota do STF, o material deve ser encaminhado de forma descritiva, acompanhado do contexto em que as menções foram identificadas.
Após receber os documentos, o plenário poderá deliberar sobre eventuais investigações, depois de ouvir a Procuradoria-Geral da República (PGR).
O encontro ocorreu após Fachin cobrar, em 2 de outubro, a apuração de possíveis envolvimentos de ministros do Supremo no caso Master. As investigações identificaram menções a integrantes da Corte em materiais obtidos pela PF.
Fachin e Rodrigues também discutiram as investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ameaças contra ministros. O presidente do STF informou que aguarda manifestação da PGR na Petição 16.704, relacionada à crise entre integrantes da Corte e a Polícia Federal.
O ministro ainda cobrou celeridade na análise da conclusão do Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news. A PF informou que examinará eventuais diligências pendentes.
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