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Política

Exonerada por vídeo de sexo, ex-assessora descarta posar nua

7 ago 2012 - 16h27
(atualizado às 18h04)
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A ex-assessora do Senado Denise Rocha Leitão, que foi exonerada depois que um vídeo com cenas de sexo em que é protagonista caiu na internet, descartou nesta terça-feira a possibilidade de posar nua para uma revista masculina. A jovem, cujas fotos que exibem seu corpo circulam quase como um vírus na internet, afirmou que rejeitou as propostas feitas por algumas revistas masculinas para tirar a roupa diante de um fotógrafo.

Denise Rocha Leitão foi exonerada do cargo que ocupava no Senado
Denise Rocha Leitão foi exonerada do cargo que ocupava no Senado
Foto: Yala Sena / Especial para o Terra

Denise, que tem sido chamada na internet de "Furacão da CPI", compareceu pela primeira vez ao Senado desde que ganhou fama pelo vídeo, gravado há seis anos, e que foi parar sem seu consentimento na rede mundial de computadores. Na gravação, a jovem, que pode ser claramente identificada por suas tatuagens, aparece tendo relações sexuais com um ex-namorado, que também é assessor do Senado.

A jovem recebeu propostas de diferentes revistas masculinas para posar nua e chegou a se especular que tinha aceitado uma oferta, o que foi categoricamente desmentido hoje. Os 15 minutos de fama, no entanto, lhe custaram o cargo e sua exoneração, que foi oficializada na segunda-feira no Diário Oficial do Senado.

Denise compareceu ao Congresso para recolher seus pertences e se despedir dos seus colegas no gabinete do senador Ciro Nogueira (PP-PI), de quem era assessora jurídica. Em suas declarações aos jornalistas, a ex-assessora disse ter sido vítima de machismo e estar zangada por uma situação que pode prejudicar sua carreira como advogada.

Questionada se ficou chateada, respondeu: "Lógico. Não só eu como a sociedade toda. Foi machismo. Só ouviram um lado", declarou. A jovem disse ainda não ter conversado com Nogueira sobre o acontecido, mas alegou que vai insistir em saber as razões.

"Ele tomou a decisão que achou melhor para ele. Só acho que foi desumano", disse. A advogada afirmou que sua maior preocupação é descobrir como o vídeo foi parar na internet para poder processar o autor e salvar sua carreira profissional. "Agora, o difícil para mim vai ser entregar um currículo. Foi uma atitude desumana e impensada. Vou conhecer novos colegas de trabalho, vou procurar os escritórios em que já trabalhei. Não vai ser fácil chegar e todos saberem o que aconteceu comigo. O futuro não vai ser fácil", afirmou.

EFE   
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