"Estudei o processo e acredito na absolvição de Braga Netto", diz advogado sobre julgamento
O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início a um julgamento que pode marcar de forma definitiva o futuro político do ex-presidente Jair Bolsonaro e Braga Netto.
O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início nesta terça-feira, 2 de setembro, a um julgamento que pode marcar de forma definitiva o futuro político do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus principais aliados. O processo apura a tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022. Entre os réus, está o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa de Bolsonaro, cujo advogado demonstrou confiança na absolvição.
José Luis Oliveira Lima, representante legal de Braga Netto, afirmou acreditar na inocência do cliente.
"Estudei o processo e acredito na absolvição de Braga Netto", declarou. A defesa sustenta que o ex-ministro não teria participado das articulações golpistas, apesar de estar no núcleo duro do governo e ter integrado a campanha presidencial derrotada.
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Quem está no banco dos réus?
Além de Braga Netto, o julgamento envolve outros sete acusados, todos apontados como parte central de uma suposta organização criminosa que buscava impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Estão na lista:
- Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
- Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
- Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
- Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice em 2022;
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência.
Todos respondem por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Como será o julgamento
O rito segue o Regimento Interno do STF e a Lei nº 8.038 de 1990. A sessão foi aberta pelo ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, que passou a palavra ao relator Alexandre de Moraes.
A ordem dos votos está definida. Moraes será o primeiro a se manifestar, seguido pelos ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e, por último, Zanin. A decisão será tomada por maioria simples. Ou seja, bastam três votos para definir a condenação ou absolvição dos acusados.=