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Política

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Em missa no Alvorada, Lula diz que Aparecida é ofendida por alguns religiosos

12 out 2026 - 13h02
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Resumo
Em missa no Palácio da Alvorada com o MTST, o presidente Lula defendeu a liberdade religiosa e afirmou que Nossa Senhora Aparecida é ofendida por certos religiosos intolerantes. Aproveitando o tema da igreja sobre moradia, o petista destacou o cumprimento de promessas no Minha Casa, Minha Vida, visando 3 milhões de contratações. Questionado sobre a alta nos alimentos, Lula admitiu a carestia e prometeu combater o problema reajustando o salário mínimo acima da inflação para ampliar o poder de compra.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta segunda-feira, 12, que a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, é ofendida por alguns religiosos e que "ninguém é obrigado a ser da mesma religião".

"Nossa Senhora Aparecida é ofendida por alguns religiosos que não querem respeitar a religião dos outros. Esse gesto é para poder mostrar que, em um país civilizado, harmônico e democrático, cada um segue a religião que quiser, e a gente tem que respeitar. Ninguém é obrigado a ser da mesma religião", disse Lula em conversa com jornalistas no Palácio da Alvorada.

O presidente participou de uma missa na Capela Nossa Senhora da Alvorada, que fica no complexo do Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República. A cerimônia foi ministrada pelo padre jesuíta Alvaro Pimentel. Lula esteve acompanhado de crianças e militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).

O tema central da Igreja Católica neste ano é sobre moradia, e Lula declarou que conseguiu cumprir promessas de campanha sobre a questão. Lula disse que irá terminar a contratação de três milhões de casas do Minha Casa, Minha Vida e que os programas habitacionais beneficiaram as classes baixa e média.

Questionado pela imprensa sobre o aumento do preço dos alimentos, Lula declarou que foram feitas reduções nos percentuais em comparação com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas que ele admite que os preços estão caros nos supermercados. Para solucionar o problema, ele prometeu continuar aumentando o salário mínimo de acordo com a inflação. "Queremos que o povo ganhe mais para comprar mais cesta básica", declarou.

Estadão
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