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Política

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Nunes Marques convoca campanhas de Flávio e Lula para reunião em meio a guerra de liminares no TSE

Encontro foi agendado na semana passada e ocorre após o presidente da Corte Eleitoral derrubar o canal de WhatsApp 'Exército de Lula' e corregedor-geral suspender a decisão

12 out 2026 - 12h51
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Resumo
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, marcou reunião com coordenadores das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro para conter a guerra de liminares nesta reta final eleitoral. O encontro ocorre após atritos judiciais, incluindo a suspensão e posterior reativação, pelo corregedor Ricardo Cueva, do canal de WhatsApp "Exército de Lula". Acusado pela campanha de Flávio de espalhar desinformação, o canal não teve conteúdos falsos detectados pela área técnica da Corte, que alertou para riscos eleitorais.

BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, marcou para terça-feira, 13, às 15h30 uma reunião com os coordenadores das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL). O encontro foi agendado na semana passada.

Os representantes das duas campanhas vão se encontrar com Nunes Marques em meio a uma guerra de liminares promovida na reta final das eleições.

Na semana passada, André Mendonça, vice-presidente da Corte, determinou a retirada do ar de uma série de postagens da campanha de Lula que criticavam supostas propostas de Flávio.

No domingo, 11, Nunes Marques derrubou o canal de WhatsApp "Exército de Lula". Horas mais tarde, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral, restituiu o canal. A questão pode ser levada ao plenário, mas ainda não há previsão de quando isso vai acontecer.

Nesta segunda-feira, 12, Nunes Marques determinou que uma análise do canal com "máxima urgência" pela área técnica do TSE. O setor informou ao ministro que não encontrou conteúdos falsos investigados pela Corte no canal "Exército do Lula", mas apontou riscos eleitorais.

O "Exército de Lula", que reúne mais de 3,7 milhões de usuários, é coordenado pelo deputado André Janones (Rede-MG), e foi acusado pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, de disseminar desinformação.

Estadão
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