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Política

Deputado do PT-SP vai ao STF contra Tarcísio de Freitas alegando 'ato antidemocrático' na Paulista

Rui Falcão sustenta que governador teria 'atentado contra a própria independência do Poder Judiciário'; procurado, Palácio dos Bandeirantes ainda não se manifestou

8 set 2025 - 21h12
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O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) levou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 8, uma representação visando a uma eventual investigação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por ele afirmar que "ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como o [Alexandre de] Moraes". Segundo o parlamentar, a declaração proferida no domingo, 7, em meio a ato bolsonarista na Avenida Paulista, poderia configurar "ato antidemocrático inserido em contexto de golpe continuado".

Na ocasião, o governador de São Paulo declarou que não aceitará "a ditadura de um Poder sobre o outro".

"Chega! Não vamos aceitar que nenhum ditador diga o que temos que fazer", disse Tarcísio.

Procurado, Palácio dos Bandeirantes ainda não se manifestou.

Rui falcão aciona STF contra Tarsísio de Freitas
Rui falcão aciona STF contra Tarsísio de Freitas
Foto: Gabriela Biló/Estadão / Estadão

O pedido, enviado na ação penal em que Bolsonaro é julgado, é para que o caso seja analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), órgão responsável por requerer ao STF a abertura de inquéritos. Além disso, o deputado pede que o caso seja informado à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), em razão do que chamou de "possível crime de responsabilidade do governador, com vistas à instauração do processo político de impeachment".

O parlamentar atribui ao apadrinhado político do ex-presidente Jair Bolsonaro supostos crimes de coação no curso do processo, incitação ao crime e abolição violenta do Estado Democrático de Direito por ter se dirigido "de forma direta e hostil" ao STF.

Rui Falcão sustenta que Tarcísio teria "atentado contra a própria independência do Poder Judiciário" e "incitado a população à desobediência a decisões judiciais". "A retórica, quando proferida por quem exerce função de Chefe de Estado federado, adquire contornos de ameaça institucional", sustentou o deputado.

O parlamentar alega ainda que o discurso direcionado ao relator da ação penal que pode levar à condenação de Bolsonaro é "em tese, apto a produzir intimidação e a gerar ambiente hostil, constituindo grave ameaça à independência do magistrado".

"A declaração de Tarcísio não é isolada, mas parte de uma estratégia de deslegitimação do Judiciário e de preparação para a impunidade via anistia, o que reforça o aparente caráter ilícito da manifestação", sustenta. O governador de São Paulo ainda não se posicionou diante as alegações.

Essa não é a primeira manifestação de Rui Falcão contra Tarcísio. Na última quarta-feira, 3, Rui Falcão protocolou uma representação no STF Tarcísio de Freitas.

Na ocasião, o deputado federal alegou que o governador de São Paulo estaria praticando crimes de obstrução de Justiça ao se reunir com o líder da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com o objetivo de buscar apoio para aprovar o Projeto de Lei (PL) da Anistia. O documento foi direcionado ao ministro do Supremo Alexandre de Moraes.

Nas últimas semanas, o governador de São Paulo tem intensificado sua aproximação com a família Bolsonaro e os discursos a favor da anistia, postura que rendeu elogios do pastor e apoiador de Jair Bolsonaro, Silas Malafaia, além de membros da família do ex-presidente.

Estadão
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