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Política

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Cury e Zema focam em críticas ao STF e a reajuste do Bolsa Família às vésperas da eleição

Samara Martins critica proposta de Cury para a defesa das mulheres e concentra participação em temas educacionais; encontro nesta sexta reuniu apenas três candidatos à Presidência

18 set 2026 - 21h28
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Resumo
Em debate presidencial esvaziado pela ausência dos líderes nas pesquisas, Romeu Zema e Augusto Cury concentraram ataques ao STF, propondo reformas como mandatos fixos e o fim de decisões monocráticas. Ambos também criticaram o reajuste do Bolsa Família feito por Lula, classificando-o como eleitoreiro. Zema ainda defendeu a saída do Brasil dos Brics, enquanto Samara Martins contrapôs os adversários ao rejeitar privatizações na educação e cobrar a regulação de redes contra crimes de ódio.

Os candidatos à Presidência Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) participam nesta sexta-feira, 18, do debate presidencial promovido pelo portal Metrópoles, o podcast Inteligência Ltda e a plataforma G4.

No primeiro bloco, o foco esteve nas críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao reajuste do Bolsa Família e aos candidatos à frente nas pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), ambos ausentes.

O encontro ficou ainda mais esvaziado devido às desistências dos candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), que cancelaram as participações nos últimos dias.

Romeu Zema concorre à Presidência pelo Novo.
Romeu Zema concorre à Presidência pelo Novo.
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

Em confronto direto com Cury, Romeu Zema afirmou que a Suprema Corte se transformou em um "balcão de negócios".

"Aquele que deveria ser o Tribunal que é referência, que dá bons exemplos, se transformou no Tribunal da corrupção, onde nós estamos assistindo estarrecidos fatos que nós nunca imaginávamos que pudessem acontecer no Brasil. Ministro se aliando, fazendo negócio com bandido, o senhor Daniel Vorcaro."

O candidato do Avante também criticou o STF: "O que aconteceu esses dias foi quase um teatro, e o Flávio Dino pediu vista, e mais uma vez nós vamos colocar debaixo do tapete os grandes problemas da nação". Cury ainda defendeu uma reforma no Judiciário e um mandato de oito anos para ministros do STF, além da investigação de "ministros corruptos".

Augusto Cury concorre à Presidência pelo Avante.
Augusto Cury concorre à Presidência pelo Avante.
Foto: Reprodução/TV Globo / Estadão

Augusto Cury chamou a reeleição, o desequilíbrio dos Poderes da República e a interferência do Executivo de "cânceres". Na sequência, Zema sugeriu acabar com decisões monocráticas de magistrados e falou em idade mínima de 60 anos para a Suprema Corte.

O candidato do Novo ainda chamou Davi Alcolumbre (União), presidente do Senado, de "acovardado" e acusou o parlamentar de impedir que o impeachment de ministros seja votado.

Críticas ao reajuste do Bolsa Família

No último bloco, Zema perguntou a Cury sobre a medida do presidente Lula de reajustar o Bolsa Família a 17 dias do primeiro turno das eleições. "O que Lula está fazendo é uma atitude eleitoreira. Lula ama mais o poder do que a sociedade brasileira", afirmou o escritor.

O ex-governador de Minas se disse favorável ao programa, mas defendeu mais "portas de saída do que de entrada", além de dizer que quer oferecer R$ 5 mil a quem deixar o programa para assumir uma vaga de emprego com carteira assinada. Zema ainda classificou o reajuste como "demagogia" do presidente.

Em resposta à candidata Samara, sobre economia, o ex-governador de Minas Gerais defendeu a saída do Brasil do bloco dos Brics. Zema chamou o grupo de "colcha de retalhos" e disse que os interesses defendidos pelos países são os da China.

Em confronto direto com Augusto Cury, Samara Martins defendeu a responsabilização de plataformas e redes sociais nos casos de crimes de ódio praticados na internet contra mulheres.

Samara Martins é candidata à Presidência da República em 2026 pelo partido UP.
Samara Martins é candidata à Presidência da República em 2026 pelo partido UP.
Foto: UP/Divulgação / Estadão

Na sequência, questionada por Zema sobre parcerias público-privadas na educação, a candidata da UP defendeu aumento de investimento federal e criticou a privatização de escolas. "Nossa proposta é que o governo garanta mais investimento na educação e não coloca-la como produto."

Sobre combate à violência contra mulheres, a candidata classificou como "insuficiente" a proposta de Cury sobre uso de drones para monitorar agressores.

Estadão
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