Cury defende Estado 'mínimo', mas rejeita 'ausência de Estado' de Milei
Em sabatina na Jovem Pan, o candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu um Estado mínimo, enxuto e fiscalmente responsável, rejeitando o keynesianismo por estimular intervenção excessiva. Embora simpatize com a escola austríaca, Cury criticou o modelo de Javier Milei, presidente da Argentina, afirmando ser contrário à total ausência de Estado. Para ele, o poder público deve manter indicadores de eficiência e garantir agilidade em processos, como a concessão de licenças.
O candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante), defendeu nesta segunda-feira, 7, um Estado "mínimo" e fiscalmente responsável, mas afirmou ser contrário ao que classificou como uma "ausência de Estado" defendida pelo presidente da Argentina, Javier Milei. Durante sabatina da Jovem Pan, Cury foi questionado sobre se sua visão econômica estaria mais próxima do keynesianismo, associado a uma maior intervenção estatal, ou da escola austríaca, favorável a uma participação menor do Estado na economia.
"A escola austríaca é muito interessante. E o keynesianismo estimula a intervenção excessiva do Estado. Eu sou contra a intervenção excessiva do Estado", afirmou o candidato. "Para mim, o Estado tem que ser mínimo, mas ele não tem que ter a ausência de Estado como o Javier Milei prega, e ele nem está conseguindo", acrescentou.
Cury disse que considera ideal um Estado "responsável fiscalmente", enxuto e capaz de acelerar processos, como a concessão de licenças.
Segundo ele, a administração pública também deveria estabelecer indicadores de eficiência para diferentes setores.
"O ideal seria um Estado responsável fiscalmente, um Estado enxuto, um Estado rápido, com licenças mais rápidas, e ao mesmo tempo que tem indicadores de eficiência nos mais diversos setores", disse o candidato do Avante.
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