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Política

Contadora nega extorsão a deputado e apresenta gravação

Deputado Luiz Argôlo acusou Meire Poza de pedir dinheiro para não prestar depoimento

3 set 2014 - 13h55
(atualizado às 14h06)
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A contadora Meire Poza, que prestava serviços para o doleiro Alberto Youssef, negou nesta quarta-feira que tenha tentado extorquir o deputado Luiz Argôlo (SD-BA), que responde a processo no Conselho de Ética. Para rebater a denúncia feita ontem pelo parlamentar, Meire apresentou um trecho de uma gravação em que o advogado dele, Aluisio Lundgren, afirma que os deputados sabem da relação do político com o doleiro.

“Os deputados sabem que o Argôlo não é santo. Os deputados sabem que ele tem algum envolvimento com Youssef. Quem está f... mesmo é o André Vargas e não tem quem salve”, disse o advogado para a contadora, em uma conversa que ela gravou com o telefone celular.

Argôlo responde a processo por quebra de decoro parlamentar acusado de ter recebido dinheiro do doleiro Alberto Youssef, que foi preso pela Polícia Federal em uma operação de lavagem de dinheiro. Em depoimento ontem no Conselho de Ética, o deputado Luiz Argôlo disse que Meire Poza pediu ao seu advogado R$ 250 mil para não prestar depoimento à Polícia Federal.

A contadora afirma que Lundgren se ofereceu para ser advogado dela e teria sugerido para que ela passasse seis meses na Europa. Meire disse ter procurado o representante Luiz Argôlo para resolver um problema envolvendo a empresa Grande Moinho Cearense. A companhia cearense foi indicada, segundo a contadora, pelo deputado para receber repasses de dinheiro do doleiro.

“Nos dois primeiros minutos de conversa que tivemos, ele se ofereceu para ser meu advogado. Ele disse que tinha muito interesse em entrar na operação Lava Jato”, disse Meire, sem apresentar gravação desse trecho da conversa, que teria durado quarto horas. Ela disse que vai processar Argôlo pela acusação que fez no Conselho de Ética.

Ao Terra, o advogado Aluisio Lundgren disse ter blefado na conversa. “A conversa é cheia de blefes, blefes dela e blefes meu. Eu estava conversando com uma criminosa que estava me gravando e eu precisava saber o que ela tinha”, disse.

A contadora convocou a imprensa porque não teria chance de falar novamente ao colegiado e desmentir a acusação. A fase de oitivas de testemunhas do processo de Argôlo foi encerrada.

"Bebê Johnson"

Em entrevista a jornalistas na Câmara dos Deputados, Meire Poza rebateu outras explicações do deputado ao Conselho de Ética. Quando falou ao colegiado, a contadora disse que o doleiro se referia a ele carinhosamente como "Bebê Johnson", apelido que foi rejeitado pelo parlamentar ontem. "O deputado Luiz Argôlo foi leviano, foi inconsequente, foi irresponsável. Em relação do que ele diz sobre Bebê Johnson, acho que a Johnson que deveria se sentir ofendida por ter seu nome misturado”, disse Meire.

A contadora também rebateu insinuações de Argôlo, que falaria como "ela se comporta perante os homens". "Quando uma mulher que fala alguma coisa contra alguém, ela é amante. Isso é um estigma, mulher tem que ser amante, tem que não prestar. Ele ia dizer como eu me comporto com os homens. Deputado, você não tem gabarito para avaliar como eu me comporto com os homens, porque você não tem maturidade para se comportar como um homem, você é um moleque", disse.

Fonte: Terra
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