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Política

Como Tarcísio convenceu o STF a retirar da pauta ação contra venda de terras com 90% de desconto

Após despachos do governador de São Paulo com magistrados, ministra Cármen Lúcia decidiu adiar análise do caso

10 nov 2023 - 16h08
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Na série de despachos que realizou com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na última quarta-feira, 8, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu a constitucionalidade da lei estadual que permite a regularização de terras devolutas com descontos de até 90% para fazendeiros. O PT protocolou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) em que prega o uso destes terrenos para a reforma agrária.

Um dos argumentos do governador nas conversas com os magistrados foi o de que, caso a norma seja declarada inconstitucional, o Estado poderia perder um investimento de R$ 350 milhões da farmacêutica Astra Zeneca para o plantio de árvores nativas da Mata Atlântica em propriedades rurais particulares.

Segundo integrantes do Palácio dos Bandeirantes, a empresa não conseguiria converter a ação em créditos de carbono se as áreas não estiverem regularizadas.

Logo após as reuniões com os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Dias Toffoli, a relatora, ministra Cármen Lúcia, retirou o processo de pauta. Auxiliares de Tarcísio acreditam que a medida foi tomada para modular o texto do relatório e formular uma decisão menos hostil à lei. A procuradora-geral do Estado, Inês Coimbra, o acompanhou nos encontros.

O governador também afirmou que a lei respeita o limite de 2,5 mil hectares, estabelecido na Constituição como tamanho máximo para regularização de um terreno. Defendeu ainda o direito de o Estado legislar sobre seu próprio patrimônio.

O Instituto de Terras de São Paulo (Itesp) tem acelerado a regularização fundiária no Pontal do Paranapanema, no extremo oeste do Estado. A região concentra a maior parte dos assentamentos paulistas e é palco histórico de atuação do MST.

Tarcísio tem buscado reproduzir a política de distribuição de títulos do governo de Jair Bolsonaro, seu padrinho político. A estratégia é vista como uma forma de enfraquecer movimentos de assentados aliados à esquerda.

Procurado, o governo de São Paulo ainda não se manifestou sobre a decisão.

Estadão
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