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Comissão será aberta 'se manifestantes permitirem', diz PSC

Sessões da Comissão de Direitos Humanos da Câmara estão restritas desde a semana passada devido a protestos contra o Pastor Feliciano

9 abr 2013
11h30
atualizado às 12h26
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As reuniões da Comissão de Direitos Humanos da Câmara (CDH), que se transformaram em palco de batalha entre correligionários pró e contra o presidente do colegiado, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), serão novamente abertas à participação de todos “se os manifestantes permitirem”, segundo afirmou nesta terça-feira o líder do partido, André Moura (SE). O parlamentar negou ter dito que Feliciano vai abrir as sessões, restritas desde a semana passada à presença de manifestantes.

Manifestantes pró e contra o Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) batem boca com deputados em sessão tumultuada da Comissão de Direitos Humanos
Manifestantes pró e contra o Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) batem boca com deputados em sessão tumultuada da Comissão de Direitos Humanos
Foto: Alexandra Martins / Agência Câmara

Na última reunião da CDH, os parlamentares que compõem o colegiado aprovaram um requerimento que restringe a presença de manifestantes nas sessões. Na semana passada, apenas jornalistas, deputados e assessores puderam acompanhar a reunião dentro da sala. Um telão foi montado em um plenário ao lado para que os interessados pudessem ver o que acontecia dentro da sala da reunião, que também foi transmitida pela internet. Os manifestantes contrários à permanência de Feliciano na presidência da CDH, no entanto, permaneceram na porta da sala onde acontecia a reunião, protestando e gritando palavras de ordem.

"Nunca disse que ele (Feliciano) ia abrir (as sessões). O que eu disse é que nunca foi intenção dele que as sessões fossem fechadas. Ele aprovou um requerimento, um dispositivo previsto no regimento que permite que as sessões sejam fechadas por conta das manifestações que não permitem o bom andamento da comissão", disse Moura.

"A partir do momento que os manifestantes entendam que a comissão pode ocorrer de forma respeitosa, tenha certeza de que ele não vai se utilizar do dispositivo que ele tem nas mãos e vai abrir a sessão. Agora, para ele abrir a sessão, é necessário que os manifestantes deixem ele presidir, deixem que as matérias em pauta sejam discutidas e votadas”, completou, antes de seguir para a reunião de líderes partidários que decidirá o futuro de Feliciano.

O líder do PSC nega que as sessões da CDH estejam ocorrendo de forma a limitar o acesso da população às suas decisões. “Ela é aberta à população a partir do momento em que ela está sendo transmitida pela imprensa e pela internet. Nunca houve sessão fechada. Há com restrição dos manifestantes que vão para lá para não permitir que a comissão possa se reunir e debater as matérias”, alegou.

Fonte: Terra
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