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Com 10 governadores eleitos e aliados em cinco 2º turnos, Flávio tem vantagem em luta por palanques

Na nova etapa da campanha eleitoral, os presidenciáveis esperam receber apoios mais contundentes dos aliados eleitos em primeiro turno

5 out 2026 - 00h47
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Resumo
No segundo turno presidencial, Flávio Bolsonaro leva vantagem sobre Lula na disputa por palanques estaduais. O candidato do PL conta com o apoio de dez governadores eleitos no primeiro turno, incluindo São Paulo e Minas Gerais, contra apenas quatro aliados do petista. Além disso, a disputa segue aberta em sete estados, onde Flávio possui aliados consolidados na maioria deles, enquanto a campanha busca intensificar o engajamento de nomes de peso para consolidar sua base política regional.

Os candidatos que avançaram para o segundo turno da disputa presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), devem buscar palanques políticos em sete Estados em que a disputa pelos governos também não foi liquidada neste domingo, 4. É o caso de Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins. Além disso, na nova etapa da campanha eleitoral, os presidenciáveis esperam receber apoios mais contundentes dos aliados eleitos em primeiro turno.

Entre os 20 candidatos a governador eleitos, cinco pertencem ao PL de Flávio Bolsonaro: Jorginho Mello em Santa Catarina, Luciano Zucco no Rio Grande do Sul, Sergio Moro no Paraná, Arthur Henrique em Roraima e Marcos Rogério em Rondônia.

Além disso, outros cinco candidatos declararam apoio ao presidenciável no primeiro turno: Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, Cleitinho (Republicanos) em Minas Gerais e Otaviano Pivetta (Republicanos) no Mato Grosso, Dr. Daniel (Podemos) no Pará, e Eduardo Riedel (Progressistas) no Mato Grosso do Sul.

Lula e Flávio durante votação neste domingo, 4
Lula e Flávio durante votação neste domingo, 4
Foto: Werther Santana/Estadão e Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

Do PT, foram eleitos no primeiro turno Jerônimo Rodrigues na Bahia e Rafael Fonteles no Piauí. Lula também deve contar com outros dois candidatos que o apoiaram no primeiro turno: Fábio Mitidieri em Sergipe (PSD) e Lucas Ribeiro (Progressistas) na Paraíba.

No caso de São Paulo, por exemplo, considerado decisivo pelos candidatos à Presidência, a expectativa da campanha de Flávio Bolsonaro é que, com o resultado do primeiro turno, o governador reeleito, Tarcísio de Freitas, se empenhe mais na disputa presidencial, participando de atos de campanha e dando mais demonstrações de apoio nas redes. Durante a campanha, Tarcísio não usou o presidenciável como peça central de sua propaganda eleitoral, por exemplo.

Em Minas Gerais o cenário é parecido. Cleitinho (Republicanos), que apoia Flávio Bolsonaro, superou Patrus Ananias (PT) no primeiro turno. Agora, o PT também fica sem palanque no Estado.

Entre os sete Estados em que haverá segundo turno, apenas três têm palanques garantidos para Flávio e Lula. O candidato do PL é apoiado por Professora Maria do Carmo (PL) no Amazonas, por Celina Leão (Progressistas) no Distrito Federal e por Eduardo Paes (PSD) no Rio de Janeiro. O petista recebeu os apoios de Omar Aziz (PSD) no Amazonas, de Leandro Grass (PT) no Distrito Federal e de Douglas Ruas (PL) no Rio. No caso do Rio, porém, a realização ou não do segundo turno ainda depende de decisão judicial sobre os votos de Anthony Garotinho.

No Acre, os dois candidatos apoiam Flávio: Mailza Assis (Progressistas) e Alan Rick (Republicanos). No Espírito Santo, Leando Pazolini (Republicanos) também esteve com o senador do PL no primeiro turno, enquanto seu adversário, Ricardo Ferraço (MDB), se manteve neutro.

No Rio Grande do Norte, a situação se inverte. Enquanto Allysson Bezerra (União) se manteve neutro, Cadu de Lula (PT) apoiou o atual presidente. No Tocantins, Professora Dorinha e Vicentinho Júnior também se mantiveram neutros.

Estadão
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