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Cabral recusa ajuda federal, e diz que não vai se mudar do Leblon

19 jul 2013
13h16
atualizado às 13h33
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O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse nesta sexta-feira que negou ajuda do governo federal para policiar as manifestações que vêm sendo realizadas na cidade. Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff ofereceu apoio em telefonema dado ontem, mas ele declarou que o contingente de segurança fluminense está preparado para conter protestos.

“A presidente Dilma me ligou, manifestando solidariedade, apoio e mostrando estarrecimento com os fatos. Se colocou à disposição no que fosse preciso, mas eu disse que não era necessário e que as forças de segurança estarão presentes”, afirmou, em entrevista coletiva concedida no início da tarde desta sexta-feira.

Cabral informou ainda que não pretende se mudar do Leblon, onde sempre morou. O bairro vem sendo palco de diversos protestos contra o governador, pontuados por confrontos entre manifestantes e a polícia e depredações. A residência oficial do governador é no Palácio Laranjeiras, que, segundo Cabral, passa por reformas.

“Fizemos a opção pela casa em que morávamos. O Palácio Laranjeiras está em obras. Permaneço onde moro”, observou. O governo anunciou a criação de uma comissão especial, com membros da cúpula da segurança e do Ministério Público, para investigar atos de vandalismo que vem ocorrendo nas manifestações. Um representante do MP presidirá o grupo, que, na visão de Cabral, poderá dar maior coordenação, agilidade e eficiência às investigações.

“Envolvimento direto do MP com a área de segurança do governo será de grande valia para a eficiência das investigações, a elucidação de crimes e aplicação da lei. Dará maior efetividade às investigações, que é o que a sociedade deseja. Estamos respondendo diante de atos que deixaram todos indignados e perplexos”, comentou Cabral.

Sem elencar nomes, Cabral acusou organizações internacionais de incitarem os manifestantes a cometerem atos de vandalismo. Para o governador, confronto em manifestações sempre ocorreram, mas os distúrbios estão atingindo outro patamar.

“Sabemos que há presença de organizações internacionais estimulando vandalismo e quebra-quebra. Por isso, a importância dessa coesão do MP para agilizar as apurações”, pontuou.

Sobre a visita do Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude, Cabral confirmou que uma recepção ao chefe da Igreja Católica será feita no Palácio Guanabara, com a presença da presidente Dilma Rousseff. Diante da promessa de manifestações, chegou-se a cogitar mudança no endereço deste encontro. Apesar da perspectiva de protestos, o governador destacou ter uma expectativa positiva sobre o evento. “Tenho certeza que será clima de amor, respeito e fraternidade, mesmo aqueles que não são católicos”.

 

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Fonte: Terra
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