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Política

Brasileiros capturados por Israel poderão assinar acordo para serem deportados; oito se recusam

Visita de equipe da Embaixada brasileira em Tel Aviv aos 13 detidos no Centro Prisional de Ktzi'ot durou mais de oito horas, segundo membros do Itamaraty

3 out 2025 - 19h15
(atualizado às 19h26)
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Segundo informe do Global Sumud, navios de guerra israelenses se movimentavam para interceptar a flotilha quando restavam apenas 81 milhas (aproximadamente 130 quilômetros) náuticas até Gaza.
Segundo informe do Global Sumud, navios de guerra israelenses se movimentavam para interceptar a flotilha quando restavam apenas 81 milhas (aproximadamente 130 quilômetros) náuticas até Gaza.
Foto: Lluis Gene/AFP

Integrantes da equipe da Embaixada brasileira em Tel Aviv visitaram nesta sexta-feira, 3, os brasileiros da flotilha humanitária Global Sumud detidos por Israel. O grupo fazia parte dos 40 barcos que navegavam até a Faixa de Gaza para levar mantimentos para o povo palestino quando foi interceptado pelas forças israelenses nesta quarta-feira, 1º.

Fontes do Itamaraty afirmaram ao Estadão que os brasileiros apresentam bom estado de saúde e que, segundo os próprios detidos, o governo israelense ofereceu a possibilidade de assinarem um documento para serem deportados ao Brasil. Até o momento, somente cinco dos 13 brasileiros detidos sinalizaram intenção de firmar o acordo.

Já os integrantes da flotilha que recusarem o acordo estarão sujeitos a processo judicial movido por Israel, que também poderá deportá-los, mas não há previsão de quanto tempo o trâmite poderá durar.

A visita de mais de oito horas ocorreu no Centro Prisional de Ktzi'ot, maior prisão do território israelense localizado a cerca de 100 quilômetros ao norte da capital. Os brasileiros estão separados em dois grupos, divididos por gênero. Entre os capturados, está a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE).

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse ter sido informado da detenção da deputada e que pediu todo o apoio do Itamaraty no contato com autoridades israelenses para que a deputada tenha "as prerrogativas respeitadas, assim como os direitos dos demais brasileiros".

Em nota publicada nesta quinta-feira, 2, a chancelaria condenou a ação militar israelense e afirmou que a detenção "viola direitos e põe em risco a integridade física de manifestantes em ação pacífica".

A flotilha Global Sumud (palavra que significa "resiliência" em árabe) é um movimento humanitário que tenta furar o bloqueio à Faixa de Gaza com mantimentos. A frota de barcos saiu de Barcelona, na Espanha, em 31 de agosto com 45 embarcações e mais de 500 pessoas. Ativistas como a sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila estavam presentes na flotilha, assim como o ator irlandês Liam Cunningham e uma delegação brasileira com 17 integrantes.

Estadão
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