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Bolsonaro espera que apuração sobre morte "chegue a bom termo"

16 fev 2020
18h02
atualizado às 18h44
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O presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo, 16, esperar que a investigação sobre a morte de Adriano da Nóbrega, acusado de chefiar milícia no Rio, "chegue a bom termo". Ele voltou a falar do assunto ao ser questionado na entrada do Palácio da Alvorada, sua residência oficial em Brasília.

O ex-policial foi morto pela Polícia Militar baiana, em cerco em Esplanada (BA), no dia 9, após fugir, por mais de um ano, da polícia fluminense.

Jair Bolsonaro.
Jair Bolsonaro.
Foto: Nayra Halm / FotoArena / Estadão

Acusado de chefiar a milícia Escritório do Crime, Adriano estava na Costa do Sauípe desde dezembro. Antes que a polícia chegasse ao "esconderijo", ele saiu pelo fundo da casa, cruzou a área de mangue, nadou e passou pela praia.

O Escritório do Crime é investigado por organizar esquemas de grilagem na zona norte do Rio e por ligação com o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ouvidos reservadamente pela reportagem avaliam que a morte do miliciano pode influenciar o julgamento sobre a federalização das investigações do caso Marielle.

No último sábado, 15, Bolsonaro responsabilizou a "PM da Bahia do PT" pela morte de Adriano e declarou que o caso é "semelhante à queima de arquivo do ex-prefeito Celso Daniel". Neste domingo, 16, o presidente foi perguntado se via alguma associação entre partido político e o caso da Bahia. "Não não, estão investigando, espero que chegue a um bom termo", respondeu.

Em sua conta pessoal no Twitter, o governador da Bahia, Rui Costa (PT) disse neste sábado que "não mantém laços de amizade nem presta homenagens a bandidos nem procurados pela Justiça". Pelo Twitter, o governador baiano disse que o Estado "não vai tolerar nunca milícias nem bandidagem".

Futebol

Bolsonaro assistiu na manhã deste domingo à vitória do Flamengo por 3 a 0 no Estádio Mané Garrincha pela Supercopa do Brasil. Na sequência, ele foi a um almoço privado no Setor de Mansões Park Way, uma região a 20 quilômetros da área central de Brasília. O Palácio do Planalto não divulgou informações sobre o evento.

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Estadão
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