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Bolsonaro diz que armas da população 'ainda' não são fuzis

Em entrevista à afiliada da TV Record em Rondônia, o presidente afirmou que a liberação de posse leva "tranquilidade" a propriedades rurais

16 jun 2021 01h00
| atualizado às 07h40
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O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira, 16, mais uma vez, que a liberação para posse estendida de armas em propriedades rurais, válida para todo o imóvel e não apenas para sedes de fazendas, ajudou a coibir invasões de terras. Em entrevista à afiliada da TV Record, em Rondônia, Bolsonaro também destacou a ampliação do arsenal de armas à disposição da sociedade, citando até mesmo a semelhança com fuzis.

Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto
10/06/2021 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto 10/06/2021 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

"(Temos) também armas de calibre um pouco maior. Não são fuzis ainda, mas são armas bastante próximas disso. Isso tem levado tranquilidade ao campo", afirmou ele.

Em 2019, quando assumiu o governo, o presidente chegou a publicar decreto que ampliava o acesso de qualquer cidadão a armas de fogo, inclusive fuzis de assalto. Apesar do documento, a compra de fuzis acabou vetada pelo Exército, a quem coube a tarefa da regulamentação. Mesmo assim, o Exército manteve a previsão de uso de pistolas de calibre 9mm e .45, antes restritas às forças de segurança.

Bolsonaro também comentou a autorização dada pelo Ministério da Justiça, nesta terça-feira (15), para a convocação da Força Nacional de Segurança em Rondônia, por causa de conflitos agrários. "Alguns podem não gostar, mas temos um projeto no Congresso que, acho que se aprovar, resolve em definitivo (o assunto). Chama-se excludente de ilicitude", disse ele, ao destacar que a aprovação do texto seria "um fator de inibição para esses marginais".

Estadão
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