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Política

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Apuração das urnas teve velocidade recorde mesmo com prorrogação de duas horas para votação

O fim da totalização dos votos de todas as urnas ocorreu 52 minutos mais cedo do que nas eleições de 2022

30 out 2026 - 13h36
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Resumo
Mesmo com a prorrogação de duas horas na votação, a apuração do segundo turno bateu recorde de velocidade, finalizando 100% das urnas às 23h26 de domingo, 52 minutos antes do que em 2022. O TSE atribuiu a rapidez à modernização dos sistemas e à agilidade no envio dos dados pelos TREs. A decisão de estender o pleito até as 19h partiu do STF após pedidos de ambas as campanhas, mas gerou apenas 34,7 mil votos extras. O resultado matemático, que reelegeu Lula contra Flávio Bolsonaro, saiu às 21h09.

O processo de apuração dos votos do segundo turno das eleições ocorreu em tempo recorde, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em nota divulgada nesta quinta-feira, 29, o TSE afirmou que, mesmo com prorrogação do tempo de votação em duas horas, a conclusão da contagem de votos foi mais rápida do que no ano de 2022.

Segundo o Tribunal, a apuração de 100% das urnas ocorreu às 23h26 do domingo, 25 de outubro. O horário é 52 minutos mais cedo do que a conclusão de 2022, registrada às 0h18 da segunda-feira seguinte à data do pleito.

Segundo o TSE, a diminuição no tempo de apuração dos votos se deu em razão da capacidade de processamento dos sistemas do TSE, que são atualizados a cada ciclo eleitoral, e à agilidade dos Tribunais Regionais Eleitorais em encaminhar os dados para Brasília.

Mesmo após prorrogação, TSE afirma que eleições seguiram dentro da normalidade. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADAO
Mesmo após prorrogação, TSE afirma que eleições seguiram dentro da normalidade. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADAO
Foto: FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADAO / Estadão

"Por volta das 19h, quase todos os Boletins de Urna (BUs) do País já haviam chegado aos servidores centrais do TSE. Com isso, a prorrogação da votação em algumas seções que ainda tinham filas após as 17h teve pouco impacto no tempo total da apuração", afirmou a corte eleitoral.

Nas eleições anteriores, a totalização se estendia até o dia seguinte geralmente por causa de problemas de conexão ou boletins de urna em locais de difícil acesso e não por causa do tempo necessário para a somatória dos votos.

O TSE afirma ainda que a rapidez para a totalização dos votos permitiu que o resultado matemático também fosse divulgado de forma ágil, às 21h09. Nesse momento, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu uma porcentagem irreversível que garantiu sua reeleição. Ele disputava contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Ao final, Lula obteve 51,79% dos votos e Flávio 48,21%.

A decisão de estender o período de votação foi feita pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que atendeu a uma solicitação da campanha de Lula após problemas relatados no transporte público de várias cidades ao longo do domingo. A campanha de Flávio também havia pedido o aumento do tempo devido a chuvas fortes na região Sul.

Mesmo com a prorrogação até 19h, foram registrados apenas 34,7 mil votos após as 17h; a maior parte era de pessoas que já estavam na fila. Muitas seções não foram informadas a tempo da prorrogação e encerraram as urnas no horário convencional.

Estadão
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