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Política

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Direita busca transição sem a família Bolsonaro na liderança, diz diretor da Prospectiva Public

30 out 2026 - 11h22
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Resumo
Segundo Thiago Vidal, diretor da Prospectiva, o principal desafio da direita brasileira é construir uma liderança alternativa à família Bolsonaro para atenuar a rejeição que favoreceu Lula. Embora o movimento conservador esteja em expansão, a meta é dosar a influência política dos Bolsonaro sem mantê-los na liderança direta do grupo. Vidal ressalta ainda que a expressiva votação obtida pelo petista no segundo turno não garante facilidade de governabilidade em seu novo mandato.

O desafio da direita no Brasil após a corrida presidencial 2026 é construir uma transição que não esteja alicerçada no bolsonarismo, ou seja, que não inclua a família Bolsonaro como a principal liderança. A avaliação é de Thiago Vidal, diretor de análise política da Prospectiva Public Affairs Lat.Am. Ele avalia que a direita tem sinais claros de crescimento no Brasil. Mas pontua que a vitória do petista Luiz Inácio Lula da Silva pode ser explicada por uma rejeição grande ao bolsonarismo.

"O desafio da direita nos próximos quatro anos é propor um cenário alternativo que não inclua a família Bolsonaro como as figuras principais dos partidos de direita", afirmou Vidal, durante a Conferência Econômica Brasil 2026 realizada pela Brazilian-American Chamber of Commerce (BrazilCham) e pelo DLA Piper, escritório de advocacia em Nova York, nesta sexta-feira, 30.

"Isso não significa que a família Bolsonaro não possa fazer parte dessa equação", afirmou Vidal, acrescentando que a família deve fazer parte, dada a importância ilustrada pelo número de votos do ex-candidato Flávio Bolsonaro (PL), mas não encabeçando a condução do movimento da direita. "O desafio é precisamente equilibrar a participação da família Bolsonaro", disse o diretor de análise política.

Vidal alertou que a tendência é que o resultado das urnas no segundo turno, quando Lula conquistou 10 milhões de votos a mais do que no primeiro turno, não deve se traduzir em governabilidade nesse novo mandato. "O resultado não dá necessariamente governabilidade para o presidente Lula", afirmou Vidal.

Estadão
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