Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Política

Publicidade

Após 2 dias de negociações, campanha de Lula decide não assinar acordo com equipe de Flávio no TSE

Não houve concordância sobre um ponto considerado fundamental para o PT: a desvinculação do canal 'Exército do Lula' como site da campanha em registro no tribunal

15 out 2026 - 12h32
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Após dois dias de reuniões mediadas pelo TSE, as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro não fecharam um acordo de trégua para retirar ações judiciais mútuas. O impasse ocorreu porque o PT recusou a exigência de desvincular o canal "Exército do Lula", gerido por André Janones, exigindo regras iguais para canais de aliados bolsonaristas. Apesar do consenso inicial sobre descartar processos antigos de desinformação, a falta de entendimento no ponto principal levou os petistas a rejeitarem o pacto final.

BRASÍLIA - Após dois dias de reuniões no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) não chegaram a um acordo. Convocadas pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, as equipes dos dois candidatos debateram ponto a ponto uma espécie de trégua, em que os dois lados desistiriam de ações propostas na Justiça Eleitoral contra o oponente.

Não houve concordância, porém, em torno do ponto considerado fundamental para o PT: desvincular o canal "Exército do Lula", gerido pelo deputado André Janones (Rede-MG), como site da campanha. Essa exigência foi feita por Nunes Marques como condição para o canal ter permissão para voltar a funcionar.

Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro não chegaram a acordo em reuniões no TSE
Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro não chegaram a acordo em reuniões no TSE
Foto: Werther Santana/Estadao e Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

A primeira reunião com integrantes das duas campanhas ocorreu na terça-feira, 13. Como não houve acordo sobre todos os pontos, os representantes dos dois candidatos ao Palácio do Planalto voltaram a se encontrar no dia seguinte. Foram mais de quatro horas de reunião a portas fechadas na quarta-feira, das quais cerca de uma hora foi dedicada apenas ao caso "Exército do Lula".

A campanha petista incluiu o canal no registro do TSE exclusivamente para cumprir decisão do ministro Nunes Marques, mas disse que a medida não significava ter controle sobre o espaço.

A equipe de Lula sugeriu que o plenário do TSE fixasse um critério único, que seria aplicado a todos os concorrentes, sobre os canais de WhatsApp em apoiamento a candidatos. Na reunião, os representantes de Lula argumentaram que, se a exigência fosse mantida para o PT, a campanha de Flávio deveria receber o mesmo tratamento, pois também tinha canais geridos por aliados políticos.

Foram citados os exemplos dos deputados bolsonaristas Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO), além do influenciador digital Pablo Marçal (PRTB). A campanha do PL rejeitou a comparação e negou haver equivalência entre os casos.

Ao longo dos dois dias, houve concordância em relação a outros pontos discutidos - no entanto, como o PT decidiu não assinar o acordo, essas questões não devem ser postas em prática, pois estariam no mesmo pacote de negociações.

Entre as propostas acordadas nas reuniões, as campanhas desistiriam de ações que tramitam no TSE sobre fatos antigos - por exemplo, pedidos de direito de resposta na campanha de rádio e TV contra o oponente feitos no primeiro turno e ações sobre desinformação no período pré-eleitoral.

Para as duas campanhas, esses casos teriam perdido a importância na reta final das eleições. Ministros do TSE presentes à reunião ponderaram, ainda, que não haveria tempo de julgar todos os processos antes do dia 25, a data do segundo turno. Os concorrentes aproveitaram os encontros para pedir ao tribunal maior fiscalização das redes sociais, para impedir a propagação de informações falsas.

Segundo integrantes da campanha do PT, seria um desgaste assinar o acordo sem que a questão principal fosse contemplada. Para o partido, os pontos de convergência com a campanha de Flávio são laterais e podem ser dispensados agora.

Estadão
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra