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Política

Anotação de Flávio indica que Pollon pediu R$ 15 milhões para não ser candidato no MS

Senador diz que anotou comentário para avisar ao aliado que acusação falsa circula sobre ele; deputado afirma que informação foi plantada para manchar seu nome

26 fev 2026 - 10h21
(atualizado às 10h26)
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BRASÍLIA - Anotações feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, indicam que o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) pediu R$ 15 milhões para não ser candidato no Mato Grosso do Sul.

O documento, intitulado "situação nos Estados" e obtido pelo Estadão, tem anotações do próprio Flávio, como foi confirmado por ele na quarta-feira, 25. Elas foram feitas durante uma reunião na sede do Partido Liberal para discutir a composição de chapas nos Estados.

Anotações de Flávio Bolsonaro sobre eleições
Anotações de Flávio Bolsonaro sobre eleições
Foto: Reprodução / Estadão

O rascunho traz notas sobre todos os Estados. Após o encontro, o partido anunciou a chapa para o Rio de Janeiro, com Douglas Ruas (PL) ao governo estadual, Rogério Lisboa (PP) de vice, e o governador Cláudio Castro e o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União) ao Senado.

No palanque do Mato Grosso do Sul, além de Eduardo Riedel (PP) como candidato à reeleição ao governo e Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) como nomes ao Senado, Flávio deixou um comentário no pé da página: "Pollon pediu 15 mi p/ não ser candidato", escreveu.

Na manhã desta quarta-feira, após visita ao pai no presídio da Papudinha, Flávio negou que tenha anotado que Pollon pediu dinheiro para abrir mão de sua candidatura. Ele confirmou que fez anotações sobre o tema, mas que era para se lembrar de avisar ao deputado de que essa acusação estaria circulando.

"Em uma das anotações no Estado do Mato Grosso do Sul, o deputado Pollon… fiz uma anotação que já está sendo distorcida pela imprensa como se ele tivesse pedido alguma coisa para deixar de ser candidato a governo ou candidato ao Senado. Estava escrito 'Pollon pediu R$ 15 milhões' para não ser candidato. Aquilo nunca aconteceu", disse.

"O que aconteceu foi uma pessoa que conversou comigo que estavam dizendo isso do Pollon. Anotei para não esquecer de avisar a ele que estavam vinculando essa mentira criminosa contra ele", complementou Flávio.

Em rede social, Pollon afirmou que não negocia e agradeceu Flávio "por colocar os fatos nos seus devidos lugares". "Plantaram algo que nunca existiu para tentar manchar meu nome. Eu nunca pedi dinheiro para não ser candidato, e isso não vai acontecer", escreveu na tarde desta quarta no X.

Aliados vieram em sua defesa. O advogado Fábio Wajngarten, próximo à família Bolsonaro, afirmou que "aposta tudo que tem que isso não procede que os responsáveis pelas alianças e acordos no PL estão fritando Pollon".

"O mesmo já ocorreu nas eleições de 24 com acordos totalmente esquisitos e inimagináveis. Cabe ao nosso amigo Flávio varrer do PL quem tem por objetivo desgastar a imagem de aliados históricos do presidente em detrimento de aproveitadores de ocasião", escreveu nas redes sociais.

Estadão
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