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Política

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Alcolumbre diz que CPI do Banco Master seria 'palanque eleitoral'

Para o presidente do Senado, caso já está sendo amplamente investigado no País; ele se queixou de 'agressões' por não ter pautado o tema

3 jun 2026 - 11h06
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça-feira, 2, que a pressão de congressistas pela criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar o caso do Banco Master é uma estratégia para "fazer palanque eleitoral".

"A Polícia Federal, o Ministério Público Federal, a Justiça brasileira, está todo mundo investigando isso. Não sei quem é o culpado, se é o Banco Central do Brasil, se são as pessoas que fizeram errado, se é a Comissão de Valores Mobiliários, mas está todo mundo investigando isso. Querem abrir mais uma CPI para fazer palanque eleitoral. Esse é o problema nosso", disse durante sessão deliberativa.

Segundo Alcolumbre, o País "está em eleição desde a última eleição" e que "ninguém aguenta mais isso no Brasil". "O Senado é a Casa da Federação, defende os Estados, defende os municípios, defende os setores, defende o trabalhador, e todas as vezes nós estamos sendo empurrados a escolher um lado ou outro. Não tem condições isso", queixou-se.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse ter sido 'atacado e ofendido' por não ler requerimento de criação de CPI do Master
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse ter sido 'atacado e ofendido' por não ler requerimento de criação de CPI do Master
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado / Estadão

O senador lembrou críticas que recebeu por não realizar a leitura de requerimento para criar CPI do Master em sessão do dia 21 de maio. Naquela semana, ele pautou em sessão do Congresso Nacional a derrubada de veto que impedia que municípios inadimplentes e de até 65 mil habitantes celebrassem convênios durante o período eleitoral. A votação, afirma, foi pedida a ele na Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, a "Marcha dos Prefeitos".

"Eu ouvi a solicitação e estava achando que ia fazer uma sessão para derrubar dispositivos de um veto que fazia justiça para milhões de pessoas no Brasil. Sabem o que aconteceu? Eu passei quatro horas sendo agredido na sessão do Congresso Nacional, da direita para a esquerda, sobre por que eu não li um requerimento de CPMI do Banco Master", disse.

Segundo Alcolumbre, a abertura da comissão não seria para o Brasil, mas para a direita ou a esquerda. "Esse negócio está se retroalimentando. Cada um fala para o outro, porque está muito cômodo", disse.

Votação do fim da escala 6x1 no Senado

Também na sessão deliberativa da terça-feira, Alcolumbre afirmou que o Senado levará o "tempo razoável" para analisar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

O presidente disse que o Senado não será "carimbador" dos projetos que saem da Câmara e debaterá o tema "com calma, sem açodamento e sem pressa".

"Não é razoável que a Câmara dos Deputados passe cinco meses debatendo um assunto muito relevante para o Brasil, para o povo brasileiro, para a nação e também para os trabalhadores e para os empreendedores, e o Senado Federal seja obrigado a carimbar um texto aprovado na Câmara", afirmou.

De acordo com ele, o objetivo é debater uma lei que seja "efetivamente boa para o Brasil, não para a rede social". "Ninguém aguenta mais dar resposta a rede social", criticou.

Como mostrou o Estadão, a PEC do fim da escala 6x1, aprovada na Câmara, soma-se a outras pautas que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) deu prioridade e pôs para votar. Em comum são temas com potencial de capitalizar votos, além terem grande visibilidade nas redes sociais.

Nessa lista estão o Eca digital, batizado de Lei Felca, e o projeto que assegurou bagagem de mão gratuita em viagens aéreas.

Estadão
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