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Política

Agente envolvido em plano para tentar matar Lula, Alckmin e Moraes é exonerado da PF

No celular do ex-policial foram encontradas mensagens afirmando que havia um plano para 'matar meio mundo' para garantir a permanência de Bolsonaro no poder

31 mar 2026 - 14h56
(atualizado às 15h30)
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública exonerou nesta segunda-feira, 30, o policial federal Wladimir Matos Soares, condenado a 21 anos de prisão por envolvimento no chamado "núcleo 3" da trama golpista que tentou manter Jair Bolsonaro (PL) no poder após a derrota nas eleições de 2022.

O agente participou do plano que previa o sequestro e o assassinato do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ex-policial federal Wladimir Matos Soares participou da tentativa de golpe de Estado para manter Bolsonaro no poder após as eleições de 2022
O ex-policial federal Wladimir Matos Soares participou da tentativa de golpe de Estado para manter Bolsonaro no poder após as eleições de 2022
Foto: Reprodução/processo judicial / Estadão

A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União em cumprimento da determinação do STF de perda do cargo público de todos os condenados. Além de Soares, faziam parte do "núcleo 3? os militares da força especial conhecida como "kids pretos".

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que o "núcleo 3? foi responsável pelas "ações mais severas e violentas" da organização criminosa, incluindo o plano para assassinar autoridades.

No celular do agente Wladimir Matos Soares, investigadores encontraram mensagem afirmando que havia um plano para "matar meio mundo" para garantir a permanência de Bolsonaro no poder.

Segundo Moraes, os militares também planejaram pressionar o Alto Comando do Exército a aderir ao golpe. Trocas de mensagens e outras provas levantadas ao longo da investigação mostraram que os "kids pretos" organizaram uma reunião em novembro de 2022 para tratar de uma carta aos generais, documento que buscava pressionar a cúpula do Exército a romper com a ordem constitucional.

As penas dos condenados são:

  • Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel), pena de 24 anos;
  • Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel), pena 21 anos;
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel), pena de 21 anos;
  • Wladimir Matos Soares (agente da PF), pena de 21 anos;
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel), pena de 17 anos;
  • Bernardo Romão Correa Netto (coronel), pena de17 anos;
  • Fabrício Moreira de Bastos (coronel), pena de 16 anos.

Soares está detido desde novembro de 2024 no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. O agente negou as acusações durante o interrogatório e chegou a afirmar ser um admirador de Moraes.

Estadão
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