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Política

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Advogada de Flávio diz que campanha tem pessoa só para monitorar postagens de Janones e Lindbergh

Maria Claudia Bucchianeri afirma que equipe tem atuado para derrubar o que chamou de 'postagens inverídicas', mas que não trabalhará para a suspensão dos perfis de rivais

21 set 2026 - 14h56
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Resumo
A advogada Maria Claudia Bucchianeri revelou que a campanha de Flávio Bolsonaro escalou um profissional exclusivo para monitorar 24 horas as postagens dos deputados André Janones e Lindbergh Farias, acusados por ela de disseminar desinformação. A equipe atua para derrubar publicações inverídicas, mas rejeita pedir a suspensão de perfis em respeito à liberdade de expressão. Bucchianeri defendeu a conscientização digital dos jovens e criticou a intervenção do Estado na regulação de conteúdos online.

BRASÍLIA - A advogada Maria Claudia Bucchianeri, da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta segunda-feira, 21, haver um advogado específico da campanha para monitorar as postagens dos deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e André Janones (Rede-MG).

"Temos um advogado que fica 24 horas, do que a gente chama de 'três patetas', que é o Janones, o Lindbergh e aquele outro deputado de Minas Gerais. É uma falsidade de informação deslavada, uma atrás da outra. A gente teve que escalar uma pessoa", declarou Bucchianeri, durante entrevista ao programa Pânico, do canal Jovem Pan. Janones e Lindbergh são conhecidos por serem ativos nas redes sociais. Ela não disse quem seria o terceiro nome.

Maria Claudia Bucchianeri é advogada de Flávio na campanha.
Maria Claudia Bucchianeri é advogada de Flávio na campanha.
Foto: TSE/Reprodução / Estadão

Bucchianeri afirmou que a campanha de Flávio tem atuado para derrubar "postagens inverídicas", mas que não trabalhará para a suspensão dos perfis, por acreditar que isso desrespeitaria a liberdade de expressão dos adversários.

A advogada disse também que a esquerda não tem "estrelas" nas redes sociais, mas que falta comando ao campo. Sobre os problemas das redes sociais, ela defendeu que haja um fomento da "cultura de rede social" para ensinar os jovens a combater temas como estupro e bullyng. Disse, porém, que uma delimitação das regras não deve ser promovida pelo Estado. "Não é função do Estado. O Estado não pode ter esse tamanho para dizer o que você pode ver ou não", falou.

Estadão
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