Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Polícia

Publicidade

Vereador do PT é preso em SP por envolvimento com empresa de ônibus ligada ao PCC, diz jornal

Senival Moura foi preso sob acusação de lavar dinheiro do crime organizado na empresa Transunião

25 jun 2026 - 07h17
(atualizado às 09h36)
Compartilhar
4 comentários
Operação desmantela esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresa de ônibus; vereador é preso:

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, com o Departamento estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil, prendeu nesta quinta-feira, 25, o vereador Senival Moura (PT), de São Paulo, por envolvimento em lavagem de dinheiro para a facção Primeiro Comando da Capital (PCC), através de uma empresa de ônibus.

Segundo informações do Estadão, a Operação Última Parada atua contra a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público de São Paulo. É a quarta empresa de ônibus que atua na capital investigada por elo com a facção.

Pela primeira vez, um vereador da capital foi preso sob a acusação de lavar dinheiro do crime organizado na empresa de ônibus Transunião, cujo presidente, Lourival de França Monário, também foi alvo da operação.

Vereador do PT era dono de 13 ônibus e atuava em esquema ligado ao PCC na Transunião, diz MP:

Ao todo, a Justiça expediu cinco mandados de prisão temporária e 103 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo e em Extrema, em Minas Gerais. Também foi determinado o bloqueio de até R$ 194 milhões em bens dos investigados, além da apreensão de 117 ônibus, 21 imóveis e três embarcações. Até o momento, três pessoas foram presas, entre elas o vereador e integrantes da facção criminosa.

Atuação de vereador no esquema

O vereador Senival Moura (PT) durante sessão da câmara Municipal
O vereador Senival Moura (PT) durante sessão da câmara Municipal
Foto: Andrv© Bueno | REDE CAMARA SP

Segundo as investigações, Senival Moura não integrava formalmente o quadro societário da empresa, mas teria atuado no controle da estrutura financeira da Transunião. Para a Polícia Civil, ele exercia influência sobre a gestão da companhia e teria participado de um sistema utilizado para ocultar e movimentar recursos ligados ao PCC.

Relatórios do Deic apontam que a empresa movimentou cerca de R$ 1 bilhão entre créditos e débitos durante o período investigado. Os investigadores também identificaram quase R$ 25 milhões em valores sem origem claramente comprovada, o que levantou suspeitas de lavagem de dinheiro.

Investigação começou após assassinato

A apuração teve origem em um inquérito aberto após o assassinato de Adauto Soares Jorge, então presidente da Transunião, morto a tiros em 2020. Durante a investigação, a polícia encontrou documentos e arquivos que, segundo os investigadores, revelaram uma estrutura paralela de controle financeiro da empresa e a participação de pessoas ligadas ao PCC.

De acordo com o Ministério Público e a Polícia Civil, a Transunião era utilizada para distribuir recursos entre integrantes do grupo criminoso e pessoas ligadas à empresa. Conversas obtidas durante a investigação também indicariam a participação de Senival Moura em decisões financeiras da companhia.

A Justiça determinou o afastamento da atual direção da Transunião, que passará a ser administrada temporariamente pela SPTrans. A empresa opera 57 linhas de ônibus na zona leste de São Paulo e recebeu R$ 182 milhões da Prefeitura apenas entre janeiro e maio deste ano. 

Outro ponto destacado pelas autoridades é a conexão entre o circuito financeiro identificado na Operação Última Parada e esquemas investigados em operações anteriores, como Carbono Oculto, Vérnix e Mafiusi. Esta última foi conduzida pela Polícia Federal e teve como foco o tráfico internacional de drogas envolvendo a mesma organização criminosa investigada, além da máfia italiana.

A nova ação ocorre após a Operação Fim da Linha, deflagrada em 2024. Na ocasião, foram desarticuladas organizações criminosas que, segundo as investigações, lavavam dinheiro proveniente do tráfico de drogas, roubos e outros crimes por meio de empresas de ônibus.

A defesa dos investigados não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.

(*Com informações do Estadão)

Fonte: Portal Terra
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra