Mãe é detida após tentar jogar filho de 3 meses por janela de apartamento no Grande Recife
Vizinhos impediram a ação e acionaram a polícia; criança ficou sob proteção de familiares enquanto o caso segue sendo investigado.
Uma mulher de 25 anos foi presa em flagrante na quinta-feira, 6 de agosto, suspeita de tentar jogar o próprio filho, de três meses, pela janela do apartamento onde morava, no bairro de Vila Rica, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. A ação foi impedida por vizinhos, que conseguiram conter a mulher antes que o bebê fosse lançado.
Segundo informações do Conselho Tutelar, a mãe apresentava sinais de embriaguez no momento da ocorrência. Após a intervenção dos moradores, a Polícia Militar foi acionada e conduziu a suspeita ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife.
Ela foi autuada em flagrante por tentativa de homicídio. A identidade não foi divulgada para preservar as crianças envolvidas no caso.
O bebê não sofreu ferimentos e foi retirado da companhia da mãe após o episódio. Atualmente, está sob os cuidados dos pais do homem apontado como possível genitor.
Histórico de abandono
O Conselho Tutelar informou que a mulher já havia sido denunciada em outra situação envolvendo um filho. Em 2024, ela teria deixado o menino mais velho, que tinha três anos na época, sozinho e trancado dentro de casa para ir a um show durante as comemorações de Ano Novo.
Vizinhos perceberam que a criança estava desacompanhada e acionaram a rede de proteção. Após o episódio, a guarda do menino foi retirada da mãe e transferida para a avó materna, que vive em outro estado.
Paternidade será investigada
A mulher engravidou novamente no ano seguinte. O relacionamento com o então companheiro terminou antes do nascimento da criança mais nova.
Segundo as informações repassadas ao Conselho Tutelar, o bebê de três meses ainda não havia sido registrado pelo homem apontado como pai.
Após a ocorrência desta semana, ele foi orientado a procurar a Defensoria Pública para iniciar o procedimento de investigação e reconhecimento de paternidade.
O caso segue acompanhado pela rede de proteção à infância e pelas autoridades policiais. O Tribunal de Justiça de Pernambuco também foi procurado para informar o resultado da audiência de custódia da mulher.
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