A Justiça do Rio de Janeiro começou nesta terça-feira o julgamento do comerciante Antonio Fernando da Silva e de Marcio dos Santos Pereira, vulgo Cachorrão. Os dois respondem por homicídio duplamente qualificado pela morte do gerente financeiro do restaurante Rei do Bacalhau, José Maurício de Almeida, na Ilha do Governador, em 2010.
Até o início da noite desta terça, pelo menos duas testemunhas de acusação prestaram depoimento.
O policial civil Marcos Vinícius Cardoso afirmou em seu depoimento que a vítima sabia que Antonio estaria devendo mais de R$ 500 mil em sonegação de impostos e que o gerente financeiro foi morto porque sabia demais. Antonio é filho adotivo de Plácido da Silva Mendes, dono do restaurante.
O policial afirmou que a polícia tratou o caso, inicialmente, como latrocínio (roubo seguido de morte). No dia do crime, um homem identificado como Adilson Vieira foi preso em flagrante logo após a morte de José Maurício.
No entanto, os policiais constataram que a vítima não teve seus pertences levados (R$ 4 mil em uma mala) quando foi executada. Após pedir a quebra de sigilo telefônico de Adilson, os policiais identificaram uma série de ligações entre ele e Márcio.
Adilson foi preso e depois confessou ter participado do crime. Ele afirmou ter sido acionado por Cachorrão para, juntos, assassinarem o diretor financeiro. Adilson foi beneficiado pela delação premiada e está em liberdade.
O delegado responsável pelas investigações do caso, Rafael Willis, também prestou depoimento. Ele disse que Márcio confessou a autoria do crime, e que teria sido contratado por Fernando para executar José Maurício. Segundo o delegado, as investigações apontaram uma série de desavenças entre o filho do Rei do Bacalhau e o gerente financeiro.
Além da morte do gerente financeiro, Antonio responde, em outros processos, pelos assassinatos do pai e de mais três vítimas.
A morte de cinco pessoas de uma família de policiais militares mobilizou a polícia de São Paulo. Após menos de 24 horas de investigação, a polícia já dá como certa a hipótese de que os PMs Luis Marcelo Pesseghini e Andreia Regina Bovo Pesseghini foram mortos pelo filho, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, que teria cometido suicídio em seguida. Além dos três, também morreram a avó e a tia-avó do menino
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A estudante Suzane von Richthofen foi presa aos 19 anos, em 2002, acusada de matar os pais, Manfred e Marísia, que não aprovavam o seu relacionamento com o desempregado Daniel Cravinhos. Suzane disse ter permitido que Daniel e seu irmão, Cristian, entrassem em sua casa e matassem seus pais a pauladas enquanto dormiam
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O publicitário Gil Rugai foi condenado em fevereiro de 2013 a 33 anos e 9 meses de prisão pela morte do pai, Luiz Carlos Rugai, e da madrasta, Alessandra Fátima Tritiño. O júri aceitou como verdadeira a tese de que Gil os matou depois que o pai descobriu um desvio de dinheiro da empresa da família e o expulsou de casa
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Um seguro de vida no valor R$ 1,2 milhão teria motivado Érika Passarelli a planejar a morte do próprio pai, em 2010. De acordo com a polícia, pai e filha organizavam um golpe nas seguradoras para que a quantia pudesse ser recebida por Érika, mas os dois teriam se desentendido. Ela foi presa em 2012, em um bordel do RJ
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Irmão do músico André Canonico, da banda de forró Falamansa, Mauro Canonico foi preso em 2012, suspeito de matar a mãe enforcada em São Paulo. O pai do suspeito contou aos policiais que o filho sofre de problemas mentais, além de ter enfrentado problemas com drogas
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Jorge Toufic Bouchabki e sua mulher, Maria Cecilia, foram mortos enquanto dormiam na véspera do Natal de 1988, na casa onde moravam na rua Cuba, em São Paulo. Na ocasião, o filho mais velho do casal, Jorginho Bouchabki (foto), foi apontado como suspeito, mas não foi a julgamento por falta de provas. Em 2008, o crime prescreveu