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Polícia

Suspeito de deixar corpo em mala em Porto Alegre já foi condenado por matar e concretar a mãe

Ricardo Jardim, de 65 anos, foi preso nesta sexta-feira; polícia classificou o criminoso como pessoa com 'perfil psicopata'

5 set 2025 - 20h35
(atualizado às 22h13)
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Resumo
Ricardo Jardim, ex-foragido condenado por matar a mãe, foi preso em Porto Alegre suspeito de esquartejar a companheira, ocultando o corpo em uma mala; o crime, tratado como feminicídio, envolve uso de perfis digitais criados com inteligência artificial.
Polícia dá detalhes da prisão de suspeito de deixar mala com corpo na rodoviária de Porto Alegre:

O publicitário Ricardo Jardim, de 65 anos, foi preso preventivamente nesta sexta-feira, 5, sob suspeita de matar e esquartejar a companheira em Porto Alegre. Ele é acusado de guardar os restos mortais da mulher em uma mala na rodoviária da cidade. A investigação aponta que a vítima foi atraída por um perfil falso na internet, feito com o auxílio de inteligência artificial. 

O suspeito reincidente já foi condenado no passado por assassinar a própria mãe. Veja, abaixo, tudo que já se sabe sobre o caso: 

O suspeito

Ricardo é classificado pela Polícia Civil do RS como um homem de “perfil psicopata”. Os investigadores destacam que ele é educado, frio e altamente inteligente, além de apresentar notável habilidade em computadores. O delegado Mario Souza, diretor do Departamento de Homicídios, afirmou em entrevista coletiva nesta sexta que o suspeito também demonstrava domínio em técnicas de corte, devido à forma como a vítima foi esquartejada.

A vítima

A mulher assassinada era manicure e vivia em Porto Alegre. Segundo a polícia, ela mantinha um relacionamento com Ricardo, após os dois se conhecerem em uma pousada. O crime é investigado como feminicídio, e a principal motivação apontada pelos investigadores seria a financeira. O suspeito teria tentado usar cartões bancários e o celular da vítima para enganar familiares e realizar movimentações após o assassinato.

O crime

O corpo foi localizado em partes. Primeiro, braços e pernas foram encontrados em sacolas de lixo na Zona Leste da capital gaúcha. Dias depois, o tronco da vítima foi descoberto em uma mala deixada no guarda-volumes da rodoviária de Porto Alegre. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) confirmou, por meio de exame de DNA, que os restos pertenciam à mesma pessoa.

Ricardo Jardim foi flagrado por câmeras deixando a mala da rodoviária de Porto Alegre (RS)
Ricardo Jardim foi flagrado por câmeras deixando a mala da rodoviária de Porto Alegre (RS)
Foto: Divulgação/Polícia Civil

O modus operandi

Segundo a investigação, Ricardo utilizava perfis falsos em redes sociais, criados com o auxílio de inteligência artificial. A página apresentava imagens de um jovem   na casa dos 20 anos, praticante de esportes radicais, e tinham como objetivo atrair mulheres. A polícia ainda apura se a vítima foi abordada por meio desses perfis ou se a aproximação ocorreu de outra forma 

Os antecedentes

Este não é o primeiro crime violento atribuído a Ricardo. Em 2015, ele matou a própria mãe e ocultou o corpo em concreto. Condenado a 28 anos de prisão em 2018, cumpriu parte da pena em regime fechado, mas progrediu ao semiaberto em janeiro de 2024.

Por falta de tornozeleiras eletrônicas, foi transferido para a prisão domiciliar. Em abril do mesmo ano, deixou de se apresentar às autoridades e foi declarado foragido.O mandado de prisão que determinava seu retorno ao regime fechado só foi expedido em fevereiro de 2025, semanas antes do feminicídio.

Os precendentes

O caso guarda semelhanças com o chamado “Crime da Mala” de 1928, quando o imigrante italiano Giuseppe Pistone matou e esquartejou a esposa, escondendo o corpo em uma mala na Estação da Luz, em São Paulo. As autoridades policiais do RS apontam que, assim como naquele episódio, o crime atual envolveu esquartejamento, ocultação do tronco em uma mala e descarte em local de grande circulação.

Situação atual

Ricardo Jardim está preso preventivamente e a Polícia Civil investiga se há outras possíveis vítimas atraídas pelos seus perfis digitais falsos. As autoridades também buscam detalhar a sequência de movimentações financeiras feitas após o crime e possíveis cúmplices. Para o delegado Mario Souza, o suspeito “não pode estar em condições de convívio em sociedade” devido ao alto risco de reincidência.

Fonte: Redação Terra
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