Suspeito de 16 homicídios em três meses é preso com peruca, vestido e levando criança de dois anos
Homem de 33 anos foi localizado em Mulungu, no Agreste do estado, após cerca de 48 horas de buscas; polícia investiga relato de participação em aproximadamente 80 mortes ao longo da vida.
Um homem de 33 anos, investigado por 16 homicídios recentes e que confessou ter participado de cerca de 80 mortes, foi preso em Mulungu, na Paraíba, após 48 horas de operação policial. Para despistar as autoridades durante a fuga, o suspeito usava vestido, peruca e carregava uma criança de dois anos, que não era sua parente e foi resgatada ilesa. Outros dois homens foram detidos na ação, e o investigado permaneceu sob custódia após audiência, sendo encaminhado à Cadeia Pública de Alagoinha.
Um homem de 33 anos, investigado por 16 homicídios cometidos em aproximadamente três meses, foi preso no domingo, 13 de setembro, em Mulungu, no Agreste da Paraíba. Durante a tentativa de escapar das buscas, ele usou vestido e peruca e chegou a carregar uma criança de cerca de dois anos.
Identificado como Jorlan, o suspeito foi encontrado após uma operação que durou aproximadamente 48 horas. A mobilização reuniu policiais civis e militares, com apoio da inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A Polícia Civil afirma que o disfarce foi utilizado para dificultar o reconhecimento do investigado. A criança não seria parente dele.
Investigação reúne provas e confissões
O delegado Douglas Garcia informou que os 16 homicídios atribuídos ao suspeito têm elementos como provas técnicas e confissões. Os crimes ocorreram no Vale do Mamanguape após ele deixar a prisão, no fim de maio de 2026.
Durante o interrogatório, Jorlan teria declarado participação em cerca de 80 mortes ao longo da vida. Esse total ainda está sob investigação e não representa um número de crimes confirmados.
Entre os casos apurados está a morte de dois comerciantes em Rio Tinto, em 1º de agosto.
Buscas terminaram em Mulungu
A operação mobilizou equipes para localizar o investigado, que era procurado por crimes na região. A polícia também informou que ele costumava se esconder em áreas de mata após os episódios investigados.
Outros dois homens foram presos durante as ações. Os investigadores apuram se os detidos fazem parte da mesma organização criminosa.
Após audiência de custódia na segunda-feira, 14 de setembro, Jorlan permaneceu preso e foi encaminhado à Cadeia Pública de Alagoinha. Ele foi representado pela Defensoria Pública.
Criança recebeu atendimento
A criança foi localizada e recebeu atendimento médico. Ela passava bem. A polícia investiga como ficou sob os cuidados do suspeito e as circunstâncias em que foi levada durante a tentativa de fuga.
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