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Polícia

SP: advogado promete apresentar pagodeiro, mas júri pode ser adiado

Evandro Gomes Correia Filho, que está foragido, é julgado pela morte da ex-mulher Andréa Cristina Bezerra Nóbrega

8 mai 2013 - 13h57
(atualizado às 14h22)
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Disfarçado, o pagodeiro alegou inocência durante uma entrevista em 2010 no escritório do seu advogado
Disfarçado, o pagodeiro alegou inocência durante uma entrevista em 2010 no escritório do seu advogado
Foto: André Lessa / Agência Estado

O advogado Ademar Gomes, defensor do pagodeiro Evandro Gomes Correia Filho, 40 anos, que vai a júri popular nesta quarta-feira, em Guarulhos, na Grande São Paulo, afirmou que vai apresentar seu cliente, desde que o julgamento não seja adiado. Evandro é acusado pela morte da ex-mulher Andréa Cristina Bezerra Nóbrega, 31 anos, em 18 de novembro de 2008, e pela tentativa de homicídio de seu filho, L.M.N, que tinha 6 anos à época. Foragido desde então, ele nega o crime.

"O Evandro vai se apresentar, desde que o júri não seja adiado", prometeu o defensor. Ademar Gomes e o promotor Rodrigo Merli travaram uma discussão antes do início do julgamento. O representante do Ministério Público acusa o advogado de anexar provas ao processo fora do prazo, que é de três dias antes do júri. O indeferimento dos novos documentos poderia levar ao adiamento do julgamento.

"Esse julgamento está se tornando uma palhaçada, um circo. Foram anexados documentos novos às vésperas do plenário. São pareceres psiquiátricos encomendados dizendo que vítima tinha tendências suicídas. Também foram anexados 15 novos DVDs com quatro horas de gravação, mais dois celulares supostamente do Evandro", disse Merli.

Nos celulares, haveria mensagens da época dos fatos que teriam sido enviadas pela vítima para Evandro. "São provas que precisam ser periciadas, e não há tempo hábil para isso. A defesa só pode estar agindo de má-fe. Se são provas cabais para eles, por que só foram apresentadas agora?", questiona o promotor, que diz ter recebido as provas apenas na segunda-feira.

O advogado alega que juntou os documentos ainda na quinta-feira. "As provas foram juntadas no prazo legal, que foi quinta-feira. Queremos fazer o júri e o Evandro vai se apresentar. Agora, se o juiz não aceitar as provas, haverá um claro cerceamento de defesa. São provas que não dependem de perícia. Eu não estou preocupado com o que o promotor juntou ao processo, mas as provas que temos são importantíssimas para a defesa do réu", disse.

Ademar Gomes afirmou ainda que nem ele nem seu cliente têm medo do julgamento. "Ninguém se entrega sabendo que é inocente. O próprio ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, disse que preferia morrer a ser preso. Ele (Evandro) vai se apresentar, desde que não haja injustiça no júri", disse o advogado.

O promotor bateu na tecla de que recebeu as provas fora do prazo, e classificou a atitude do defensor como "manobra procrastinatória". "Vim aqui para fazer o júri. O juiz tem que aplicar a lei e não permitir que sejam inseridas provas que não estão nos autos", disse Merli. Na opinao dele, caso essas provas sejam indeferidas, é provável que a defesa abandone o júri.

"Vamos ver se ele (Evandro) vai aparecer. Quem sabe desta vez, fantasiado de Elvis, Belo, ou Salgadinho", ironizou o promotor.

Andréa morreu após cair da janela do terceiro andar do prédio onde morava, em Guarulhos, enquanto o menino foi internado com uma fratura do maxilar, após cair sobre a marquise da edificação.

Entre as testemunhas que serão ouvidas pelo juiz Paulo Eduardo de Almeida Chaves Marsiglia está o filho de Evandro, L.M.N, hoje com 10 anos. Ele será ouvido em sigilo. No momento do depoimento, o plenário será esvaziado.

Na época do crime, ele foi ouvido por delegado, um promotor, uma psicóloga e uma assistente social. O garoto chegou a desenhar um homem com uma faca na mão e uma mulher com uma criança no colo. Relatou ainda uma briga entre o casal.

Em 2010, usando peruca, barba falsa, óculos escuros e bigode, Evandro G negou participação na morte da ex-mulher, durante uma entrevista coletiva no escritório de seu advogado. Naquele ano, o inquérito policial apontou Corrêa como o autor do crime. A Justiça decretou a prisão preventiva dele no final de 2008, mas como ele nunca apresentou à Justiça, é considerado foragido. Ele aproveitou a lei que impede prisões em período eleitoral para dar sua versão do caso em São Paulo. O disfarce foi usado para que ele não fosse reconhecido na cidade onde morava, em um Estado do Nordeste. Na ocasião, o pagodeiro reafirmou que a ex-mulher se jogou com o filho do apartamento depois de uma discussão. 

Fonte: Terra
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