RJ: polícia quer imagens de sobrinho de Beira-Mar em hospital
- Felipe Freire
Para tentar avançar na investigação sobre a suposta participação de Jean Júnior da Costa Oliveira, de 21 anos, sobrinho do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, no sequestro do ônibus ocorrido nesta semana, a polícia requisitará nesta sexta-feira as imagens do circuito de câmeras do Hospital Casa Branca, em Duque de Caxias. Em laudo ambulatorial emitido por médico que seria da clínica, o suspeito teria dado entrada às 20h37, baleado após tentativa de assalto, e seguido para o São Lucas, em Copacabana. Os investigadores também irão percorrer o local, em Caxias, do suposto ataque.
Nos depoimentos da 6ª DP (Cidade Nova), um dos policiais reconhece Jean como integrante do bando que atacou o ônibus. "No laudo de reconhecimento feito pelo PM, ele teria participado da ação e fugido com Clerivan", disse a delegada Sânia Cardoso. Entre as pessoas que estavam no ônibus, o motorista cita a existência de quatro criminosos no sequestro.
Na 17ª DP (São Cristóvão), o jornalista X., que estava no ônibus da Viação 1001 (Rio - Piratininga) assaltado no dia 4 de agosto, reconheceu Jean e Clerivan da Silva Mesquita entre o trio que roubou celulares, joias, laptops, relógios e dinheiro dos passageiros.
Os suspeitos embarcaram na avenida Presidente Vargas e, no último ponto da Leopoldina, anunciaram o assalto. Depois, desceram com os pertences próximo à Favela do Caju, na zona portuária. Advogado de Jean, Marco Aurélio Santos disse que não teve acesso aos depoimentos das vítimas dos ônibus Jurema e do 1001. Afirmou que entrou com pedido de transferência dele para unidade prisional médica.
À procura de um quinto bandido
Agentes da 6ª DP esperam analisar possíveis imagens captadas por câmeras da CET-Rio e do Metrô, instaladas na avenida Presidente Vargas. Os equipamentos teriam filmado o sequestro do ônibus. O objetivo é saber se havia um quinto bandido, que estaria dirigindo um Palio Weekend de onde os bandidos saíram.
Um dos possíveis comparsas seria um homem apelidado de Quinho. Na fuga, segundo testemunhas, Clerivan gritava para os outros bandidos ligarem para Quinho. Dois celulares apreendidos com os bandidos foram para perícia.