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Polícia

RJ: pacificação dobra preço de imóveis do Morro da Mangueira

22 jun 2011 - 04h10
(atualizado às 04h11)
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Flávio Araújo
Isabel Boechat

O mercado imobiliário já vive a expectativa de valorização dos bairros no entorno do Morro da Mangueira, no Rio de Janeiro, após o início da ocupação da comunidade. A exemplo da Tijuca e de Vila Isabel, onde o valor médio de casas e apartamentos dobrou após a pacificação das favelas da região, a implantação da 18ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) promete nova 'explosão' nos negócios de compra, venda e aluguel.

Segundo o presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Município do Rio, Egydio Andreza, o mercado tem reagido muito bem às pacificações. "As construtoras não passavam do túnel, mas, de uns tempos para cá, descobriram esses bairros. Ainda devemos levar em consideração que, com a Copa e as Olimpíadas, a região do Maracanã fica mais conhecida e, naturalmente, valorizada", avalia Egydio.

A pacificação das favelas da Grande Tijuca começou há um ano. Foram instaladas UPPs nos morros do Borel, Formiga, Andaraí, Salgueiro, Turano, Macacos e São João. Segundo o corretor de imóveis Fernando Fernandes,que atua na região há mais de 20 anos, preços de aluguel e venda de apartamentos subiram 100% depois das ocupações. "A valorização é assustadora, inclusive com filas de espera para alugar imóvel. Próximo ao Morro dos Macacos, apartamentos que antes valiam R$ 30 mil, atualmente chegam a R$ 200 mil", contou Fernando.

Sueli de Fátima Silva Campos, de 43 anos, deixou a zona sul para morar em um condomínio de São Cristóvão. "Morava em Botafogo, próximo a uma área verde. Vim para cá há um ano e meio e escolhi o local atraída pela Quinta da Boa Vista. Essa região de São Cristóvão vem se valorizando. Agora, com a UPP da Mangueira, fecharam o cinturão de segurança em volta do Maracanã e me sinto mais segura", explicou Sueli.

Derrubado muro do tráfico

Os moradores da Mangueira começam, ainda timidamente, a fazer denúncias. Na terça-feira, agentes da Secretaria Especial da Ordem Pública derrubaram um muro que era utilizado como fortaleza de traficante, no Buraco Quente.

Outra denúncia de moradores levou a Polícia Federal ao morro. Os agentes recolheram material para embalar drogas, duas balanças de precisão, facas e cápsulas e 200 gramas de cocaína.

O Batalhão de Operações Especiais (Bope), que se reúne nesta quarta-feira à tarde com os moradores, apreendeu 700 trouxinhas maconha, 700 papelotes de cocaína, crack, loló, carregadores de fuzil e coletes atrás de uma parede falsa.

Segundo o comando do Bope, o objetivo da reunião de hoje é estreitar laços com a comunidade, conhecer as carências e encaminhá-las a outros órgãos públicos para que os problemas sejam resolvidos.

Média de 120 atendimentos por dia

Desde o início da ocupação da Mangueira, a Defensoria Pública realizou 120 atendimentos por dia, em média. Além do auxílio jurídico a moradores, defensores fiscalizaram o trabalho dos policiais militares durante abordagens e revistas feitas na comunidade. "Observamos as ações e não encontramos situação grave. Vimos que os policiais estão respeitosos em suas abordagem e mostraram compreensão devido aos anos de ausência do estado", comentou o defensor Eduardo Quintanilha.

A Defensoria volta à Mangueira dia 3. O atendimento à população será na Rua Visconde de Niterói, altura do Buraco Quente.

Blindado das Forças Armadas entra em viela do morro da Mangueira
Blindado das Forças Armadas entra em viela do morro da Mangueira
Foto: Guto Maia / Futura Press
Fonte: O Dia
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