RJ: homem de confiança do traficante Nem é preso em Niterói
Policiais da 77ª DP, de Icaraí, prenderam na noite desta quarta-feira, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, os traficantes Josemar Pereira dos Santos, 31 anos, conhecido como JJ, e Osnir William de Souza, 22 anos, o jogador. Segundo a polícia, Josemar era um dos homens de confiança do traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha.
Pão com Ovo e Olho de Vidro: veja codinomes curiosos
Veja como funciona o tráfico de drogas no Rio de Janeiro
Os criminosos estavam com 1 kg de crack, 2 kg de maconha, uma pistola, duas granadas e um carregador de munição. Os policiais receberam uma informação de que os traficantes passariam pela ponte Rio-Niterói em um Siena prata e se posicionaram nas saídas da via.
Eles foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e porte de artefato explosivo. Contra Josemar havia três mandados de prisão pendente pelo crime de tráfico de drogas. O traficante chefiava atualmente o tráfico de drogas no Morro do Palácio, no bairro do Ingá, em Niterói.
Nem e a tomada da Rocinha
O chefe do tráfico da favela da Rocinha, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, foi preso pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar no início da madrugada de 10 de novembro de 2011. Um dos líderes mais importantes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), ele estava escondido no porta-malas de um carro parado em uma blitz por estar com a suspensão baixa, em uma das saídas da maior favela da América Latina -, que havia sido cercada por policiais na noite do dia 8 de novembro de 2011.
Desde o dia anterior, a polícia já investigava denúncias de um possível plano para retirar o traficante da Rocinha. Além de Nem, três homens estavam no carro. Um se identificou como cônsul do Congo, o outro como funcionário do cônsul, e um terceiro como advogado - a embaixada da República do Congo, entretanto, informou não ter consulados no Rio. Os PMs pediram para revistar o carro, mas o trio se negou, alegando imunidade diplomática. Os agentes decidiram, então, escoltar o veículo até a sede da Polícia Federal. No caminho, porém, os ocupantes pediram para parar o carro e ofereceram R$ 1 milhão para serem liberados. Neste momento, os PMs abriram o porta-malas e encontraram Nem, que se escondia com R$ 59,9 mil e 50,5 mil euros em dinheiro.
Nem estava no comando do tráfico da Rocinha e do Vidigal, em São Conrado, junto de João Rafael da Silva, o Joca, desde outubro de 2005, quando substituiu o traficante Bem-te-vi, que foi morto. Com 35 anos, dez de crime e cinco como o chefe das bocas de fumo mais rentáveis da cidade, ele tinha nove mandados de prisão por tráfico de drogas, homicídio e lavagem de dinheiro. Nem possuía um arsenal de pelo menos 150 fuzis, adquiridos por meio da venda de maconha, cocaína e ecstasy, sendo a última a única droga consumida por ele. Com isso, movimentaria cerca de R$ 3 milhões por mês, graças à existência de refinarias de cocaína dentro da favela.
O fim do domínio de Nem na Rocinha foi o último obstáculo à entrada das forças de segurança na favela para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Na madrugada do dia 13 de novembro, agentes das polícias Civil, Militar e Federal, além de homens das Forças Armadas, iniciaram a ocupação do local escoltados por um forte aparato. No entanto, os traficantes já haviam deixado a comunidade, e a operação foi concluída sem qualquer confronto.
Com informações do Jornal do Brasil