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RJ: Beltrame critica liberação de chefe do tráfico no Alemão

7 nov 2014
15h17
atualizado às 15h18
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O secretário de segurança do Rio, José Mariano Beltrame, evitou criticar a Justiça do Rio por conceder liberdade a Edson Silva de Souza, o Orelha, preso na operação Urano, considerado chefe do tráfico no Complexo do Alemão e responsável por ataques a policiais militares no mês de agosto. “As operações são feitas com racionalidade e inteligência. Mas temos que respeitar o poder judiciário. Segurança pública não é só questão da polícia: passa pela fronteira, pelas divisas até chegar ao sistema penitenciário. A polícia trabalha dentro da lei, e quem faz a lei são os legisladores, e a sociedade foi quem os colocou lá e por isso se permitem determinadas coisas. Juiz não inventa nada, eles podem ter até ter meio jurídicos para mudar alguma coisa, mas não inventam”, disse, afirmando que a polícia é o lado mais fraco da cadeia de segurança.

<p>Para Beltrame, polícia é o elo mais fraco na segurança pública</p>
Para Beltrame, polícia é o elo mais fraco na segurança pública
Foto: Daniel Ramalho / Terra

Na terça-feira, o desembargador Fernando Antônio de Almeida, da 6ª Câmara Criminal, tinha dado alvará de soltura aos 25 presos na Operação Urano, mas o Ministério Público recorreu. “Se eles todos voltarem ao Complexo do Alemão vai ser um problema para as pessoas e para a polícia”, lamentou Beltrame. “A polícia passou seis meses investigando e, de repente, está todo mundo solto”, criticou. A desembargadora da 25ª Vara Criminal, Marcella Assas Caram, anulou a decisão, mas não em tempo de impedir a soltura de Orelha, que já está sendo procurado pela polícia.

Beltrame criticou a legislação também sobre os menores. Os últimos índices do Instituto de Segurança Pública, o ISP, apontam que houve aumento no assalta a transeuntes em mais de 27% no Rio em setembro. E grande parte desses assaltados acontecem no centro da cidade do Rio, praticados por menores. “O caso da legislação é o mesmo que acontece com os menores. A polícia faz sua parte e depois?”, questionou.

Novo modus operandi
Ainda sobre os menores, Beltrame aponta em uma mudança na operação dos traficantes. “Primeiro eles usam cada vez mais os menores, porque sabem que nada vai acontecer. Depois usam pessoas sem passagem pela polícia e quase sempre com pouca quantidade de droga, porque caem como usuário; depois não estocam mais grandes quantidades de drogas nas comunidades”, explicou o secretário, que deu como exemplo a apreensão feita ontem de grande quantidade de drogas e armas na pista do aeroporto do Galeão, que era usada como entreposto entre traficantes da Ilha do Governador e de Duque de Caxias.

O secretário de segurança disse ainda que a prisão dos chefes do tráfico da Mangueira, João Paulo Firmiano Mendes da Silva, o Russão e Carlos Eduardo Freire Barboza, o Cadu Playboy, chefe do tráfico em Cabo Frio, onde no período eleitoral houve diversos ataques a ônibus, foi um grande golpe em uma das principais facções criminosas do Estado. Russão foi o responsável pelos últimos ataques no morro da Mangueira, onde há uma guerra pelo controle do tráfico de drogas. 

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Fonte: Terra
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