Autora do livro Mentes Perigosas - o psicopata mora ao lado, a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa prestigiou a missa realizada no Rio de Janeiro para celebrar os 20 anos da morte da atriz Daniella Perez. A obra da especialista, lançada em 2008, tem um capítulo dedicado à personalidade e ao comportamento de Guilherme de Pádua, responsável, com a ex-mulher Paula Thomaz, pela morte de Daniella.
Glória Perez recebe cumprimentos em missa em homenagem à filha Daniella, morta há 20 anos
Antes da celebração, ela fez uma avaliação do modo com que agiu Guilherme e reforçou os traços de um psicopata. "Para o psicopata, o outro não tem importância. Todo psicopata é extremamente perigoso e egocêntrico. E sabe o que está fazendo, tem consciência. Antes de ser uma doença, a psicopatia é um tipo de personalidade", afirmou.
Para a psiquiatra, que estudou o crime cometido pelo casal através de documentos da época e em conversas com a autora Glória Perez, a morte foi planejada por eles em detalhes. A especialista defende que o próprio crime em si, da forma com que foi cometido, mostra a ação de um psicopata.
Ela ainda reforça outra tese: a de que não houve qualquer ingrediente de passionalidade no ato de Guilherme de Pádua, hipótese que ele próprio chegou a sustentar para tentar atenuantes para sua pena. "Não tem nada de passional naquilo. Ele se aproximou da Dani contando histórias tristes para ganhar a confiança dela. Depois, algum tempo mais tarde, ele foi eliminá-la", disse.
A psiquiatra ainda descreve o caráter ambicioso do ex-ator, que, segundo ela, se aproximou da então colega de gravações na TV Globo para conseguir ascensão profissional. Não conseguindo sucesso, teria decidido assassiná-la.
Pouco tempo antes da morte de Daniella, o personagem Bira, que Guilherme de Pádua vivia na novela De Corpo e Alma, havia sido reduzido e passou a ter menos espaço na trama. Tempos depois, o próprio Guilherme chegou a admitir que buscou apoio da atriz para tentar ganhar mais espaço junto à autora.
Glória Perez é abraçada por Raul Gazolla, marido de Daniella quando ela foi morta
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Visivelmente emocionada, a dramaturga recebeu o carinho dos presentes
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Cerimônia foi realizada na Igreja da Ressurreição, no Rio de Janeiro
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Missa reuniu amigos, artistas, parentes e fã da atriz
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Daniella Perez foi assassinada no dia 28 de dezembro de 1992, quando trabalhava em uma novela escrita pela mãe
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Glória Perez agradeceu o carinho recebido do público e dos fãs da filha
Foto: Mauro Pimentel / Terra
A atriz Lady Francisco, amiga pessoal da família de Glória Perez, esteve presente à missa
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Filha de Glória Perez foi assassinada por ator com quem fazia par em novela
Foto: Anderson Borde / AgNews
O padre José Roberto Dervellard fez um discurso contundente ao citar o crime brutal de que Daniella foi vítima
Foto: Anderson Borde / AgNews
Escritora se emocionou durante a missa celebrada no Rio de Janeiro
Foto: Anderson Borde / AgNews
Glória Perez vestiu branco na cerimônia
Foto: Anderson Borde / AgNews
Autora de novelas assistiu à missa acompanhada de familiares
Foto: Anderson Borde / AgNews
Padre lembrou o papel social de Glória Perez desde que a filha morreu, pelo fato de a autora encampar tantas batalhas para combater a violência e a impunidade no Brasil
Foto: Anderson Borde / AgNews
Amigos e parentes participaram da missa de 20 anos da morte de Daniella Perez, no Rio
Foto: Anderson Borde / AgNews
Acompanhada da família, Glória ouve a fala do padre José Roberto Dervellard
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Igreja recebeu cerca de 150 pessoas para a missa em homenagem a Daniella Perez
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Mulher chora durante a cerimônia
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Após a morte da filha, autora de novelas passou a se dedicar à luta contra a impunidade
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Após a morte de Daniella, a lei de homicídios qualificados foi modificada no Brasil
Foto: Mauro Pimentel / Terra
O promotor Francisco Cembranelli, que ficou conhecido em todo o Brasil pela atuação-chave na elucidação da morte da menina Isabella Nardoni, participou da missa
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