Previdência do Amapá é alvo da PF por suspeitas de irregularidades em investimentos no Master
São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Macapá; operação investiga os crimes de gestão temerária e gestão fraudulenta
A Polícia Federal realiza operação em Macapá para investigar suspeitas de gestão temerária e fraudulenta no Regime Próprio de Previdência Social do Amapá, com foco em investimentos de R$ 470 milhões no Banco Master.
A Polícia Federal (PF) realiza na manhã desta sexta-feira, 6, uma operação para apurar possíveis irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP).
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No total, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara de Justiça Federal, na cidade de Macapá.
Segundo a PF, a investigação examina a aprovação e a execução de investimentos realizados pela autarquia estadual responsável pela gestão do RPPS/AP em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central.
O RPPS/AP é gerido pela Amapá Previdência (Amprev). Conforme o Estadão, o valor investido no Master, de R$ 470 milhões, representa 4,7% do patrimônio líquido da previdência estadual.
A Operação foi batizada de Zona Cinzenta e investiga os crimes de gestão temerária e gestão fraudulenta.
Em nota, a Amprev informou que "se sente lesada pelos maus feitos do Banco Master e não abre mão de ser ressarcida". A instituição também disse que já ingressou com todas as medidas judiciais cabíveis, conseguindo, inclusive, o bloqueio de pagamentos ao banco. "A instituição espera que a Justiça seja feita e que os contraventores do Banco Master sejam punidos."
"A Amprev reforça que os investimentos realizados no Banco Master, validados pelo Banco Central, representam 4,7% do total da carteira da instituição. Sob esta administração, o patrimônio da Amprev evoluiu 41% de 2023 para 2025, garantindo o pagamento aos aposentados e pensionistas até o ano de 2059", afirmou ainda em comunicado.
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