Preso, chefe do tráfico na Mangueira estava no semiaberto
29 jun2011 - 12h59
(atualizado às 13h17)
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Luís Bulcão Pinheiro
Direto do Rio de Janeiro
A prisão de Jorge Silveira dos Santos, 40 anos, conhecido como Jorginho Branco, o terceiro homem do tráfico da Mangueira, no Rio de Janeiro, revelou hábitos complexos dos chefes do Comando Vermelho. De acordo com Luiz Antônio Ferreira, delegado titular da 73ª Delegacia de Polícia (Neves) e responsável pela investigação que levou à prisão do traficante na madrugada desta quarta-feira, Jorge circulava com documentos originais, carro com a documentação em dia e não portava armas.
Terceiro homem do tráfico da Mangueira foi preso na madrugada desta quarta-feira
Foto: Luís Bulcão Pinheiro / Especial para Terra
"Ele tem 40 anos. Não é todo mundo que vive nesse meio e sobrevive tanto tempo. Ele é cabeça pensante da organização", afirmou Ferreira. Casado com a irmã de Polegar, chefe do tráfico da Mangueira e um dos cabeças do Comando Vermelho, Jorge era responsável pela venda de cocaína na comunidade ocupada pela polícia há uma semana para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora. Segundo o delegado, ele fugiu do sistema penitenciário em abril após ter migrado para o regime semiaberto. O traficante havia cumprido 17 dos 70 anos de prisão aos quais foi condenado. Ele foi um dos participantes do sequestro do filho do empresário Eduardo Eugênio, então presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) em 1995.
Jorge foi capturado à meia noite ao ser interceptado por policiais após deixar um prédio na rua Barão de Mesquita, na Tijuca. De acordo com Ferreira, ele havia se mudado para o apartamento de uma mulher conhecida como Sheila, que também é investigada. O filho dela, Fábio Roberto da Cruz, 34 anos, foi preso junto com Jorge. Ele tinha antecedentes criminais e será investigado por ligação com o tráfico.
A chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, afirmou que as buscas por Polegar continuam, mas não quis dar detalhes do procedimento. "Nós vamos continuar trabalhando e não vamos passar informações que possam prejudicar as investigações. Isso é resultado do trabalho investigativo da polícia, que está sendo priorizado", afirmou.
Blindado das Forças Armadas entra em viela do morro da Mangueira
Foto: Guto Maia / Futura Press
Helicóptero da Polícia Militar sobrevoa o morro da Mangueira durante a operação
Foto: Guto Maia / Futura Press
Militar usa farda camuflada durante ocupação para instalar UPP na Mangueira
Foto: Guto Maia / Futura Press
Policiais do Bope recebem as últimas instruções antes do início da ocupação
Foto: Guto Maia / Futura Press
Militar observa movimentação em cima de blindado
Foto: Guto Maia / Futura Press
Moradores estendem faixa pedindo paz à comunidade
Foto: Douglas Schneidr / Futura Press
Policial toma posição estratégica do morro da Mangueira
Foto: Douglas Schneidr / Futura Press
Viatura do Bope entra em comunidade da Mangueira
Foto: Douglas Schneidr / Futura Press
Policiais do Bope se preparam para hastear bandeira na Mangueira
Foto: Douglas Schneidr / Futura Press
Ocupação transcorreu com tranquilidade, segundo Secretaria de Segurança
Foto: Douglas Schneidr / Futura Press
O Bope hasteou - na parte mais alta da comunidade, conhecida como Caixa D'Água - uma bandeira do Brasil e outra do Rio de Janeiro, para comemorar a ocupação e consequente expulsão dos traficantes
Foto: Douglas Shineidr / Futura Press
A Caixa D'Água é conhecida por se tratar de um local onde traficantes faziam vigília e monitoravam todas as ações dos policiais durante operações na comunidade
Foto: Douglas Shineidr / Futura Press
Um helicópetro das polícias Civil e Militar sobrevoaram o local e despejaram uma chuva de papel picado sobre a comunidade
Foto: Douglas Shineidr / Futura Press
Hasteamento das bandeiras do Rio de Janeiro e do Brasil marcaram o fim da operação de ocupação da Mangueira
Foto: Governo do Rio de Janeiro / Divulgação
Com a ajuda de escavadeiras, policiais derrubam barreiras montadas por traficantes
Foto: Governo do Rio de Janeiro / Divulgação
Tratores e escavadeiras deram suporte à operação
Foto: Governo do Rio de Janeiro / Divulgação
Pichações atribuídas a traficantes desdenham da ocupação da favela
Foto: Governo do Rio de Janeiro / Divulgação
Policiais discutem rumos da operação
Foto: Governo do Rio de Janeiro / Divulgação
Helicóptero sobrevoa o morro da Mangueira durante hasteamento das bandeiras
Foto: Governo do Rio de Janeiro / Divulgação
Helicópteros equipados com câmeras transmitiram imagens da operação em tempo real
Foto: Governo do Rio de Janeiro / Divulgação
Moradores de favela observam movimentação de blindados
Foto: Reuters
Chegada de veículos das Forças Armadas chamou a atenção de moradores