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Polícia

PR: vigília lembra 1 ano da morte de menina encontrada em mala

3 nov 2009 - 16h21
(atualizado às 17h13)
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Roger Pereira
Direto de Curitiba

Dezenas de mulheres fizeram uma vigília nesta terça-feira na Rodoferroviária de Curitiba para lembrar que há um ano a menina Rachel Genofre, 9 anos, foi encontrada morta no local, dentro de uma mala. Ela desapareceu quando deixava a escola, no centro da capital paranaense, no dia 3 de novembro de 2008, e foi achada morta dois dias depois.

O crime que chocou o País e segue sem solução foi lembrado nesta manhã pela União das Mulheres do Brasil, entidade à qual a tia de Rachel, Maria Carolina Gomes de Oliveira, é filiada, e que organizou a manifestação contra a violência às mulheres a às meninas. "É um movimento de cobrança de justiça, mas também de alerta, contra esse tipo de violência. Ainda vivemos numa sociedade patriarcal em que mulheres e meninas são vistas como propriedade e, muitas vezes, a violência fica impune por falta de denúncia", afirmou a coordenadora do movimento no Paraná, Elza Maria Campos.

A falta de denúncia é, também, uma das principais queixas da tia de Rachel sobre o caso."Ela desapareceu às 17h, na praça mais central da cidade e ninguém viu. Quem não denuncia é cúmplice desse monstro", disse Maria Carolina.

Apesar de se passar um ano sem conclusão do caso, a tia da garota elogiou o trabalho da polícia e disse ainda acreditar que o assassino será encontrado. "Eles são incansáveis. Já investigaram mais de 100 pessoas. Já foram para São Paulo, Santa Catarina e até Sergipe atrás de pistas. Acredito ser questão de tempo para vermos esse monstro atrás das grades", disse.

Maria Carolina disse ainda acreditar que o assassino seja alguém próximo à menina, ou, até, ligado à família. "Mas já investigaram todos os membros da nossa família e os amigos mais próximos, fizeram o DNA de todo mundo e não encontraram nada".

A avó da menina, Aparecida Campos de Oliveira emocionou-se ao pisar na rodoferroviária pela primeira vez desde que a mala com o corpo de Rachel foi encontrado. "Nunca mais tinha vindo aqui, só fiz isso hoje para contribuir com a manifestação. Passei esse último ano rezando para que quem fez isso com a minha neta seja encontrado e pague pelo que fez. Acho que isso, de alguma forma, vai aliviar minha dor", disse.

Rachel Genofre desapareceu no dia 3 de novembro de 2008, após deixar a escola onde estudava, o Instituto de Educação, no centro de Curitiba. Ela costumava voltar para casa sozinha, de ônibus, que tomava na praça Rui Barbosa, a duas quadras do colégio. Seu corpo foi encontrado na madrugada do dia 5, em uma mala abandonada na rodoferroviária de Curitiba. Os legistas encontraram sinais de estrangulamento e violência sexual na menina.

Duas pessoas chegaram a ser detidas suspeitas do crime: um motorista de ônibus que se apresentou à polícia por julgar-se semelhante ao retrato falado divulgado (mas que logo foi liberado) e um pintor que foi encontrado em Santa Catarina, com passagem pela polícia por crime semelhante, mas que apresentou álibi e teve resultado negativo de teste de DNA em comparação com o material genético encontrado no corpo de Rachel.

Desde então, segundo a Secretaria Estadual de Segurança, mil pessoas foram ouvidas, 100 suspeitos foram investigados e 40 testes de DNA realizados. Atualmente, a polícia segue com três linhas de investigação, que mantém em sigilo.

Dezenas de mulheres lembraram o desaparecimento da menina Rachel Genofre, há um ano
Dezenas de mulheres lembraram o desaparecimento da menina Rachel Genofre, há um ano
Foto: Roger Pereira / Especial para Terra
Fonte: Especial para Terra
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