Médica chefe da UTI do hospital Evangélico, Virgínia Helena Soares de Souza, sendo conduzida por policiais
Foto: Henry Milléo/Gazeta do Povo / Futura Press
Em despacho publicado nesta quarta-feira, o juiz da Segunda Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, Daniel Surdi de Avelar, indeferiu o recurso apresentado pelo Ministério Público do Estado contra a liberdade provisória concedida à médica Virgínia Soares de Souza, ex-chefe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Geral do Hospital Evangélico de Curitiba, que responde na Justiça por sete homicídios duplamente qualificados que teriam sido cometidos na UTI do hospital.
Solta no dia 20 de março, depois de passar 30 dias em prisão temporária, Virgínia é acusada de comandar um grupo de oito profissionais de saúde que antecipavam os óbitos de pacientes internados em estado grave na UTI Geral do Hospital Evangélico para liberar leitos para novos pacientes.
Tão logo teve a liberdade provisória decretada, o Ministério Público recorreu da decisão, alegando que a prisão da médica era necessária para o prosseguimento das investigações por conta do risco de ela intimidar testemunhas, na maioria seus subordinados no hospital. Entendendo que a médica está cumprindo as exigências da liberdade provisória, mantendo-se afastada de atividades em UTI, longe das testemunhas, com endereço fixo na cidade e apresentando-se ao Tribunal com frequência, o juiz indeferiu o novo pedido de prisão.
21 de fevereiro - Médica chefe da UTI do hospital Evangélico, Virgínia Helena Soares de Souza, sendo conduzida por policiais
Foto: Henry Milléo/Gazeta do Povo / Futura Press
22 de fevereiro - O advogado Elias Mattar Assad e o filho da médica, Leonardo Prisco de Souza Marcelino
Foto: Roger Pereira / Especial para Terra
25 de fevereiro - O advogado da Sociedade Evangélica Beneficente de Curitiba, Gláucio Antônio Pereira (em pé), o diretor técnico do Hospital Evangélico, Luiz Felipe Mendes, e o advogado da instituição, Helio Gomes Coelho Júnior. Eles informaram que pediram o afastamento da delegada titular do Núcleo de Repressão a Crimes contra a Saúde (Nucrisa), Patrícia Brisola, por violação do segredo de Justiça do Inquérito Policial
Foto: Roger Pereira / Especial para Terra
26 de fevereiro - Enfermeira que tinha prisão preventiva decretada deixa o Núcleo de Repressão de Crimes Contra a Saúde após prestar depoimento no dia 25 de fevereiro
Foto: Henry Milléo / Gazeta do Povo / Futura Press
11 de março - A Promotoria de Justiça de Proteção à Saúde Pública de Curitiba denunciou, nesta segunda-feira, oito profissionais de saúde pelo envolvimento na morte de sete pacientes em estado grave da UTI do Hospital Evangélico de Curitiba
Foto: Roger Pereira / Especial para Terra
26 de setembro - A médica Virginia Helena Soares de Souza chega acompanhada por seu advogado Elias Mattar Assad, ao Tribunal do Júri em Curitiba