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Polícia

PCC cogita infiltrar bandido em protestos depois de denúncia do MP

14 out 2013 - 07h26
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Membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) discutem uma série de ataques caso os chefes da organização sejam transferidos para penitenciárias de São Paulo com regras mais rígidas. A descoberta foi feita por setores de inteligência das polícias do Estado, que interceptaram ordens dados a integrantes da facção que cogitam, em última instância, infiltrar bandidos nas manifestações populares em que houver vandalismo. A ideia é aproveitar o quebra-quebra promovido por adeptos da tática de protesto Black Bloc para atacar em policiais. Antes disso, no entanto, o grupo cogita uma série de pequenos protestos dentro das penitenciárias, como impedir a entrada de novos presos em alas dos presídios. As informações foram publicadas no jornal Folha de S. Paulo.

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As ameaças do PCC ocorrem em reação ao pedidos de prisão de 175 suspeitos de integrar a facção e de transferência de 35 chefes. As solicitações foram negadas pelo Judiciário, mas o Ministério Público recorreu. Os setores de inteligência também verificaram que o grupo estuda ainda promover o ataque direto a prédios das polícias Civil e Militar, como ocorreu em maio de 2006. Na ocasião, cerca de 500 pessoas morreram na onda de violência. A infiltração nos protestos seria, no entanto, só em caso de transferência dos 35 chefes do PCC para a penitenciária de Presidente Bernardes, onde os detentos ficam sob o regime disciplinar diferenciado (RDD). Nesse sistema, o preso não recebe visita íntima, pode ficar só duas horas no banho de sol, não há aparelhos de rádio e TV e não pode ler jornais e revistas. As conversas com visitas ocorrem uma vez por semana em um parlatório, que é monitorado. Procurada, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que não se manifestaria sobre informações de inteligência policial, mas que as polícias estão prontas para combater o crime organizado.

 
Fonte: Terra
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