Operação mira ex-servidores da Prefeitura de SP por suspeita de fraude em licitação bilionária de ar-condicionado
Gaeco investiga suposto direcionamento de contratos, pagamento de propina e ocultação de patrimônio
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, deflagrou nesta terça-feira, 7, a Operação Ar Frio para investigar um suposto esquema de fraude em licitações da Prefeitura de São Paulo. A principal investigação envolve um contrato de cerca de R$ 1 bilhão para a compra de aparelhos de ar-condicionado.
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Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em quatro endereços na capital e na Região Metropolitana ligados a dois ex-servidores municipais. Um deles atuava na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras (Siurb), enquanto o outro era coordenador de licitações da Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB). Ambos foram exonerados em março deste ano.
Segundo o Ministério Público, os investigados são suspeitos de direcionar processos licitatórios para favorecer empresas previamente escolhidas em troca de vantagens indevidas. A investigação também apura a possível prática de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
De acordo com o Gaeco, há indícios de que o patrimônio dos ex-servidores seja incompatível com a renda oficialmente declarada. Os investigadores apuram a compra de imóveis, veículos e outros bens por meio de terceiros, em uma suposta tentativa de ocultar a origem dos recursos.
A operação apreendeu celulares, documentos e outros materiais que serão analisados para aprofundar as investigações.
A apuração teve início após uma denúncia recebida pelo Ministério Público em fevereiro e envolve supostas irregularidades cometidas entre 2022 e 2025.
A licitação bilionária para aquisição de aparelhos de ar-condicionado chegou a ser suspensa durante as investigações, mas foi retomada após a exoneração dos dois servidores.
Nem a Prefeitura de São Paulo nem as sedes das secretarias municipais são alvo da operação. Segundo o Ministério Público, a investigação segue em andamento e tramita sob segredo de Justiça.
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