Morte de peritos em laboratório no AM foi erro humano, diz PF
Arnoldo Santos
Direto de Manaus
A Polícia Federal (PF) apresentou nesta sexta-feira, na superintendência regional de Manaus (AM), a conclusão do laudo pericial que investigou a explosão que matou três peritos no dia 27 de fevereiro deste ano. A investigação concluiu que o acidente foi causado pela explosão de bombas caseiras, de uso ilegal para a pesca, que tinham sido apreendidas e estavam sendo periciadas. Segundo a PF, houve erro da equipe que manuseava o material.
A primeira suposição da PF era de que um cilindro teria sido a causa da explosão. "O que ocorreu foi um erro de avaliação dos colegas. Erro que pode acontecer com todo perito que trabalha com material perigoso", disse o superintendente da PF no Amazonas, delegado Sérgio Fontes.
Segundo o delegado, havia dentro do laboratório técnico-científico cerca de 6 kg de explosivos artesanais. No acidente, pelo menos 4 kg teriam explodido de uma só vez. "O que ajudou foi a recuperação de fotos dos procedimentos dos colegas peritos. Eles inspecionaram o cilindro sem problemas. Depois, passaram a verificar os explosivos por volta das 17h10, hora em que ocorreu a explosão. A manipulação deveria estar sendo feita pelo menos em local aberto", explicou o delegado Sérgio Fontes.
A tese de atentado também foi descartada pela direção da PF. Com o acidente, a direção nacional da Polícia Federal vai mudar todos os procedimentos de manipulação de perícia de materiais perigosos nos Estados.
A explosão destruiu totalmente o laboratório técnico-científico que ficava no segundo andar da superintendência da PF em Manaus. No acidente, morreram os peritos Max Augusto Neves Nunes, Maurício Barreto da Silva Júnior e Antônio Carlos de Oliveira.