'Minha mãe quis olhar no olho dele', diz irmã de juíza assassinada
4 dez2012 - 15h00
(atualizado às 15h29)
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Juliana Prado
Direto de Niterói
A irmã da juíza Patrícia Acioli, Márcia Acioli, disse, durante intervalo do julgamento do cabo Sérgio Castro Jr, réu confesso do assassinato da magistrada, que a família espera que haja uma "punição geral". A declaração é em alusão aos outros dez policiais militares acusados do crime, que aconteceu em agosto de 2011 em Niterói. A família, desde o início das investigações, bate nesta tecla, cobrando punição não só para os executores, mas também para os mandantes do assassinato.
A mãe da juíza, dona Marli Acioli, acompanha há quatro horas os depoimentos, inclusive o do réu, que durou mais de uma hora e meia e aconteceu no final da manhã desta terça feira. De acordo com Márcia, a mãe "quis olhar no olho" do assassino da filha. Ela reconhece que, pelo fato de Sérgio Castro Jr. estar beneficiado pela delação premiada, pode ter a pena abrandada. No entanto, Márcia é taxativa: "o meu desejo era pela pena máxima para ele, mas não sou eu quem decido".
Segundo a irmã de Patrícia, a família considera que, até o momento, a condução do julgamento está sendo feita de forma correta e equilibrada. Pela lei, a confissão do crime e o ato de colaborar com informações que elucidem os fatos - que foi o que ocorreu neste caso - pode reduzir a pena do réu em um ou dois terços.
Juíza é executada em Niterói
A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi assassinada a tiros dentro de seu carro, por volta das 23h30 do dia 11 de agosto de 2011, na porta de casa em Piratininga, Niterói. Segundo testemunhas, ela foi atacada por homens em duas motos e dois carros. Foram disparados 21 tiros de pistolas calibres 40 e 45, sendo oito diretamente no vidro do motorista.
Patrícia, 47 anos, foi a responsável pela prisão de quatro cabos da PM e uma mulher, em setembro de 2010, acusados de integrar um grupo de extermínio de São Gonçalo. Ela estava em uma "lista negra" com 12 nomes possivelmente marcados para a morte, encontrada com Wanderson Silva Tavares, o Gordinho, preso em janeiro de 2011 em Guarapari (ES) e considerado o chefe da quadrilha. Familiares relataram que Patrícia já havia sofrido ameaças e teve seu carro metralhado quando era defensora pública.
Mãe e irmã de Patrícia Acioli dão as mãos para acompanhar o julgamento de um dos acusados de matar a juíza
Marli é amparada por familiar enquanto espera o julgamento do cabo Sérgio Costa Jr
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Mãe de Patrícia Acioli, Marli chega com uma bengala ao fórum de Niterói
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Mãe e irmã de Patrícia Acioli dão as mãos para acompanhar o julgamento de um dos acusados de matar a juíza
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Cabo da PM Sérgio Costa Jr, um dos 11 acusados de assassinar a juíza Patrícia Acioli, chega ao Fórum de Niterói
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Processo sobre o assassinato da juíza tem cerca de 7500 páginas
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Advogado da família de Acioli, Técio Lins e Silva, abraça dona Marli
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Réu Sérgio Costa volta ao julgamento após intervalo de cinco minutos
Foto: Mauro Pimentel / Terra
O julgamento acontece na Comarca de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Sérgio Costa será julgado separadamente dos outros 10 réus, porque deu detalhes sobre o crime e confessou participação no assassinato, depoimento que deve manter perante aos jurados
Foto: Mauro Pimentel / Terra
O PM Sérgio Castro depõe na frente do promotor Leandro Navega e do juiz Peterson Barroso Simão, da 3ª Vara Criminal de Niterói
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Irmãs da juíza assassinada choram enquanto o réu narra como foi a perseguição e a emboscada
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Mãe e irmã de Patrícia Acioli não desgrudaram as mãos durante o depoimento do réu
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Mãe de juíza assassinada reza durante o depoimento do PM que confessou ter atirado em sua filha
Foto: Mauro Pimentel / Terra
O depoimento do PM Sérgio Costa durou cerca de uma hora e meia
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Após o depoimento, o réu saiu para o intervalo de almoço
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Familiar da juíza chora durante julgamento do cabo acusado de matar a magistrada Patrícia Acioli
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Juiz Peterson Barroso Simão, titular da 3ª Vara Criminal de Niterói, durante julgamento
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Mãe de Patrícia, Marli, com familiar durante o julgamento
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Dona Marli, mãe da juíza assassinada, acompanha julgamento
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Promotor Leandro Navega durante o julgamento nesta terça-feira
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Advogado da família, Técio Lins e Silva
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Advogado de defesa e promotor discutem durante julgamento
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Muitos jornalistas acompanham o julgamento de um dos acusados da morte da juíza
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Advogado de defesa durante julgamento
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Sérgio Castro Jr sai da sala do julgamento após ser condenado pela morte da juíza Patricia Acioli
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Cartaz pendurado na porta do fórum homenageava Patricia Acioli
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Irmã da juíza assassinada dá entrevista a veículos de comunicação após ouvir a sentença do réu
Foto: Mauro Pimentel / Terra
A mãe de Patricia deixa o tribunal
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Marli Acioli se emociona no final do julgamento que condenou o cabo Sérgio Castro Jr pelo assassinato de sua filha
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Marli, mãe da juíza assassinada, abraça o advogado de acusação Técio Lins e Silva ao fim do julgamento