PM é preso suspeito de tentar destruir provas em operação contra organização criminosa no RN
Investigado era alvo de busca em Mossoró; policiais encontraram um celular quebrado e uma arma de origem ilícita na residência.
Um policial militar de outro estado foi preso em flagrante pela Polícia Civil em Mossoró (RN), durante a Operação Falso Sentinela contra uma organização criminosa. Alvo de busca e apreensão, ele tentou atrasar a entrada dos agentes para quebrar seu celular e destruir provas. No local, a polícia apreendeu uma pistola de origem ilícita e munições. O agente acabou autuado por embaraço à investigação, posse ilegal de arma de fogo e receptação, permanecendo agora à disposição da Justiça.
Um policial militar foi preso em flagrante durante uma operação contra uma organização criminosa em Mossoró, no Oeste do Rio Grande do Norte, na quinta-feira, 1º de outubro. Segundo a Polícia Civil, ele tentou atrasar a entrada das equipes em sua residência para destruir possíveis provas da investigação.
O agente era um dos alvos da Operação Falso Sentinela, que cumpriu cinco mandados de busca e apreensão. Ao entrar no imóvel, os investigadores encontraram um aparelho celular que havia sido quebrado recentemente.
A Polícia Civil informou que o suspeito não integra a Polícia Militar do Rio Grande do Norte. O estado ao qual ele está vinculado e sua identidade não foram divulgados.
Arma e munições foram apreendidas
Durante as buscas na residência, as equipes também localizaram uma pistola calibre .380, dois carregadores e 27 munições. A arma foi identificada pela Polícia Civil como de origem ilícita.
Ainda segundo a corporação, o policial assumiu ser o proprietário do armamento. A apreensão ocorreu na mesma diligência em que os agentes encontraram o celular danificado e apontaram a tentativa de dificultar o acesso ao imóvel.
Os materiais encontrados e a conduta atribuída ao investigado durante o cumprimento da ordem judicial resultaram na prisão em flagrante. A ação na residência havia sido motivada por um mandado de busca e apreensão, e não por uma ordem de prisão.
Policial foi autuado por três crimes
O PM foi autuado por embaraço à investigação de organização criminosa, posse ilegal de arma de fogo e receptação. Após os procedimentos policiais, ficou à disposição da Justiça.
As informações divulgadas não detalham qual seria a participação do agente no grupo investigado. Também não apresentam a identificação da organização criminosa nem esclarecem quais informações os investigadores buscavam no aparelho celular.
A operação foi conduzida pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, com apoio da Polícia Militar e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no estado (FICCO/RN).
Ao divulgar a ação, a Polícia Civil reforçou que informações sobre crimes e suspeitos podem ser encaminhadas anonimamente pelo Disque Denúncia 181.
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