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Polícia

Mãe de Adriano deixa delegacia depois de 2 horas de depoimento

10 jun 2010 - 21h31
(atualizado em 10/6/2010 às 00h50)
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A mãe do jogador Adriano, Rosilda, prestou depoimento na 38ª DP (Brás de Pina), no Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira. Ela depôs no inquérito que investiga a suposta ligação de seu filho com traficantes do Complexo da Penha. Rosilda saiu após duas horas, acompanhada de dois advogados e sem falar com os jornalistas.

Alegando estar abalada emocionalmente, Rosilda faltou ao primeiro depoimento, na segunda-feira. Hoje, ela apareceu de surpresa na Delegacia de Brás de Pina, já que a oitiva havia sido remarcada para a próxima sexta.

Rosilda seria questionada pelo delegado titular da 38ª DP, Luiz Alberto Andrade, sobre onde foram gastos os cerca de R$ 60 mil que foram sacados em um banco, em dezembro, a mando do craque, e que, segundo a defesa de Adriano, teriam sido usados para pagar cestas básicas para a comunidade. As investigações indicam que ele teria enviado o dinheiro a Fabiano Atanásio da Silva, o FB, chefe das bocas de fumo da Vila Cruzeiro.

Foi por causa do criminoso que o jogador Yves, amigo de Adriano, esteve esta semana na 38ª DP para depor. Em ligação interceptada pela polícia, o meia do Paraná Clube disse a um primo de Adriano que não poderia voltar à Penha por ter participado de de uma pelada de fim de ano no Olaria Atlético Clube, onde estariam policiais. Como FB queria organizar o evento na favela, teria mandado um recado para Yves. À polícia, ele negou ter sido ameaçado pelo criminoso. "Foi um mal entendido. Houve o comentário dessas ameaças e a gente fica assustado, claro, como todo mundo ficaria. Mas depois soube que ele (FB) não tinha falado nada", disse o jogador.

Sobre as fotos em que aparece com Adriano fazendo sinais da facção Comando Vermelho e empunhando réplicas de armas, ele deu sua versão: "foi uma brincadeira, que não deveria ser feita. Mas eu estava com um abajur e o Adriano com uma arma de paintball que não tem aqui, só na Itália", afirmou, referindo-se à semelhança da arma com fuzil AR-15.

Andrade afirmou que a polícia está "colhendo elementos e, se houver provas, vamos indiciá-lo (Adriano)". Segundo o delegado, a investigação aguarda receber uma fita com a filmagem que Rosilda teria feito da distribuição de donativos - cesta básica e brinquedos - na comunidade.

Fotos geraram polêmica

Há uma semana, O Dia revelou fotos polêmicas, em que o atleta aparece segurando uma suposta arma de brinquedo, enquanto Yves exibe um abajur dourado em forma do fuzil AK-47. Em outra foto, os dois mostram com as mãos as letras C e V, iniciais de Comando Vermelho, facção criminosa que domina o tráfico no Complexo da Penha.

No dia 3 de junho, o jogador Adriano prestou depoimento à Polícia Civil por cerca de uma hora. Ele não quis falar com os jornalistas ao sair da delegacia.

Fonte: O Dia
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