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Polícia

Justiça liberta vice-prefeito de Campinas 24 horas após prisão

28 mai 2011 - 21h00
(atualizado em 28/5/2011 às 00h11)
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O Tribunal de Justiça de São Paulo revogou nesta sexta-feira a prisão temporária de três acusados de participar de um esquema de fraudes e cobrança de propina em contratos públicos em Campinas. Eles são o empresário Gabriel Ibrahim Gutierrez, o ex-diretor financeiro da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa) Marcelo Figueiredo e o vice-prefeito Demétrio Vilagra. A decisão era imediata e Vilagra saiu da cadeia cerca de 24 horas após sua prisão.

O vice-prefeito Demétrio Vilagra recebeu voz de prisão ao desembarcar de um voo vindo da Europa
O vice-prefeito Demétrio Vilagra recebeu voz de prisão ao desembarcar de um voo vindo da Europa
Foto: Ayrton Vignola / Agência Estado

O vice-prefeito foi preso na quinta-feira ao desembarcar no aeroporto internacional de Cumbica. O político era considerado foragido desde a semana passada pelo suposto envolvimento no esquema investigado pelo Ministério Público. De acordo com seu advogado, Ralph Tórtima, Vilagra ficaria em férias na Espanha até o dia 30 de maio, mas antecipou o retorno para tomar ciência dos acontecimentos e providenciar sua defesa. Ainda segundo Tórtima, seu cliente nunca foi citado pelo MP e não foi convocado para prestar qualquer esclarecimento posteriormente.

A investigação sobre corrupção na Sanasa culminou, na última sexta-feira, com a prisão preventiva ao menos 11 dentre 20 pessoas contra quem haviam sido expedidos mandados assinados pelo juiz da 3ª Vara Criminal Nelson Bernardes. Entre eles, vários membros do primeiro escalão da prefeitura de Campinas e empresários. Todos já estão em liberdade, mas cinco pessoas continuam foragidas, segundo o Jornal Nacional.

"Mensalinho"

Em depoimento na terça e na quarta-feira, empresários ouvidos pelos promotores do Ministério Público afirmaram que entregaram dinheiro a Vilagra. Os depoimentos foram colhidos durante acareação com o ex-presidente da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa) Luiz Augusto Contrillon de Aquino, respaldado por uma delação premiada.

Aquino, também investigado pelo MP, contou como funcionaria a participação de 26 pessoas em casos de trocas de favores, pagamentos de propinas e de entre 5% a 7% do valor de contratos de licitação, além de liberação de licenças.

Fonte: Terra
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