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Juiz da Lava Jato: prisões são advertência para empreiteiras

Estão presos na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba diretores e funcionários da OAS, Engevix, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, Camargo Correa e UTC Engenharia

28 jan 2015
17h36
atualizado às 17h37
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<p>Juiz Federal do Paraná, Sérgio Moro afirmou que a prisão cautelar dos acusados tem objetivo de "prevenir a continuidade do ciclo delituoso" na Petrobras</p>
Juiz Federal do Paraná, Sérgio Moro afirmou que a prisão cautelar dos acusados tem objetivo de "prevenir a continuidade do ciclo delituoso" na Petrobras
Foto: Divulgação

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela investigação da Operação Lava Jato, disse, nesta quarta-feira (28), que a prisão dos executivos das empreiteiras investigadas é uma advertência para mudar a forma de fazer negócios com a administração pública.

Moro também reafirmou que a prisão cautelar dos acusados tem objetivo de "prevenir a continuidade do ciclo delituoso" na Petrobras. As declarações do magistrado estão em uma manifestação enviada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que vai julgar o mérito dos habeas corpus de quatro presos ligados à OAS. 

No início deste mês, o ministro Newton Trisotto negou pedidos de liberdade de José Adelmário Filho, presidente da OAS, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor-presidente da Área Internacional, de José Ricardo Nogueira Breghirolli e Mateus Coutinho, funcionários da empreiteira. No entendimento do juiz, sem a prisão dos acusados não há como afastar o risco de repetição dos crimes. 

"A prisão cautelar do paciente (investigado) se impõe, lamentavelmente, para prevenir a continuidade do ciclo delituoso, alertando não só a ele, mas também à empresa das consequências da prática de crimes no âmbito de seus negócios com a administração pública", disse o juiz federal.

"Necessário, infelizmente, advertir com o remédio amargo as empreiteiras de que essa forma de fazer negócios com a administração pública não é mais aceitável - nunca foi, na expectativa de que abandonem tais práticas criminosas", completa.

Além de executivos das OAS, estão presos na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba diretores e funcionários da  Engevix, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, Camargo Correa e UTC Engenharia.

De acordo com depoimentos de delação premiada, as empresas são acusadas de formação de cartel em contratos com a Petrobras.

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Agência Brasil Agência Brasil
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