Gastos eleitorais com a Meta atingem recorde; saiba quanto Lula e Flávio Bolsonaro gastaram
Levantamento baseado nos dados do TSE aponta salto nas contratações digitais das campanhas, enquanto a Justiça Eleitoral cobra isonomia das plataformas
Os gastos eleitorais com anúncios nas plataformas da Meta atingiram um patamar recorde, impulsionados pelos investimentos de figuras centrais da política brasileira. Entre os principais destaques do levantamento estão os montantes direcionados pelas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro, o que evidencia o papel decisivo e a expansão das estratégias de comunicação e impulsionamento digital nas disputas eleitorais recentes no país.
Os gastos de campanhas com a Meta nas eleições de 2026 alcançaram a marca histórica de R$ 288,7 milhões, consolidando a matriz do Facebook, Instagram e WhatsApp como a maior fornecedora direta de recursos do pleito. Um levantamento do g1 com dados parciais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que os investimentos na empresa mais do que dobraram em relação às eleições nacionais de 2022. O orçamento destinado ao impulsionamento digital já representa 6% de todas as despesas declaradas pelos candidatos no país, segundo o g1.
A contratação de serviços de propaganda online e verificação de perfis concentrou grande fatia da verba das legendas políticas na disputa. Entre os partidos, o PL lidera as contratações com a Meta, somando R$ 63,7 milhões em pagamentos diretos, seguido pelo PT (R$ 37,9 milhões) e PSD (R$ 30,3 milhões). Nas candidaturas individuais à Presidência da República no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou R$ 7,45 milhões aplicados na plataforma, enquanto a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destinou R$ 2,59 milhões para as redes, de acordo com o g1.
Fiscalização do TSE e regras para impulsionamento nas redes
O avanço das verbas para redes sociais ocorre sob vigilância do TSE, que veda a contratação de influenciadores digitais para veiculação de propaganda eleitoral e exige transparência nos impulsionamentos pagos. O tribunal determinou prazos para que a empresa comprove isonomia na entrega de anúncios durante a reta final da disputa nacional. Além disso, decisões da Justiça Eleitoral suspenderam a monetização e o impulsionamento de contas de apoiadores e parlamentares em redes sociais para conter abusos de poder econômico, inclusive em regiões afetadas por alagamentos ou calamidades públicas.
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