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Polícia

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Freixo: Estado deve reagir ou crime atingirá nova etapa

16 ago 2011 - 13h17
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TAMYRES MATOS

Uma informação recebida pelo Disque-Denúncia sobre o caso do assassinato da juíza Patrícia Acioli tem novos personagens ameaçados de morte. O deputado estadual Marcelo Freixo (Psol) e um juiz 4ª Vara Federal de Niterói foram citados em um plano para eliminar autoridades envolvidas no combate à milicias no Estado do Rio de Janeiro. Segundo o político, "o Estado tem que reagir. Eu sempre ouvi que os criminosos que ameaçam nunca fariam nada contra um promotor ou um juiz. E eles fizeram. É preciso analisar a dimensão do que aconteceu, tudo isto é muito absurdo. Se a resposta não for rápida, o crime organizado vai atingir uma etapa que não havia atingido, atacando representantes do poder público", disse Freixo.

Consta na denúncia que três detentos do presídio Ary Franco, em Água Santa, seriam os mandantes da execução da juíza Patrícia Acioli. Estes presos seriam ligados à exploração de máquinas caça-níqueis na região metropolitana e teriam tramado o plano para acabar com a vida da magistrada. De acordo com o deputado, todo o planejamento teria sido feito através do computadores, pois os presidiários teriam acesso à internet na cadeia.

O teor da informação foi encaminhado aos setores de inteligência da Secretaria de Segurança, da Assembleia Legislativa (Alerj), do Tribunal de Justiça, do Tribunal Regional Federal, da PM e da Polícia Civil. O Disque-Denúncia já recebeu 96 ligações com informações sobre a morte da juíza assassinada na quinta-feira. De acordo com o serviço, as informações recebidas são encaminhadas à Delegacia de Homicídios, responsável pelo caso. Quem tiver alguma informação a respeito dos autores do assassinato, pode ligar para o telefone (21) 2253-1177. O anonimato é garantido.

Juíza estava em "lista negra" de criminosos

A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi assassinada a tiros dentro de seu carro, por volta das 23h30 do dia 11 de agosto, na porta de sua residência em Piratininga, Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo testemunhas, ela foi atacada por homens em duas motos e dois carros. Foram disparados pelo menos 15 tiros de pistolas calibres 40 e 45, sendo oito diretamente no vidro do motorista.

Patrícia, 47 anos, foi a responsável pela prisão de quatro cabos da PM e uma mulher, em setembro de 2010, acusados de integrar um grupo de extermínio de São Gonçalo. Ela estava em uma "lista negra" com 12 nomes possivelmente marcados para a morte, encontrada com Wanderson Silva Tavares, o Gordinho, preso em janeiro de 2011 em Guarapari (ES) e considerado o chefe da quadrilha. Familiares relataram que Patrícia já havia sofrido ameaças e teve seu carro metralhado quando era defensora pública.

Patrícia foi assassinada quando chegava a sua casa, em Niterói
Patrícia foi assassinada quando chegava a sua casa, em Niterói
Foto: Reprodução
Fonte: O Dia
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