Delegado sobre morte de zelador: 'é muito horroroso'
Descrevendo a cena que encontrou ao entrar na casa em Praia Grande, no litoral paulista, no momento em que o publicitário Eduardo Tadeu Pinto Martins, 47 anos, incinerava o corpo de Jezi Lopes de Souza, 63 anos, em uma churrasqueira, o delegado Ismael Rodrigues definiu tudo como "muito horroroso."
"Ele estava queimando as vísceras. Parte da perna já havia sido destruída pelas chamas", relatou o delegado. Para ele, o fato de Eduardo ter tentado ocultar o crime demonstra que não foi um assassinato sem intenção. "Alguém que faz um homicídio culposo (sem intenção) tem o sangue frio de, após o homicídio, serrar uma pessoa com um serrote e tentar destruir o cadáver no fogo?", disse. Ainda segundo o delegado, Eduardo estava de sunga, ao lado da churrasqueira, para "dar a impressão de normalidade aos vizinhos".
Sheyla Viana de Souza, 27 anos, filha de Jezi, desabafou sobre a morte do pai, "não sei como vai ser minha vida. É um trauma que estou tendo. Só com o tempo..." Ela relatou que, apesar dos atritos entre o pai e o publicitário, "ninguém esperava" que algo mais grave pudesse acontecer.
O advogado da família da vítima e primo de Jezi, Robson Lopes de Souza, ressaltou a frieza do crime: "todos os dias ele voltou para São Paulo (de Praia Grande)." E concluiu: "ambos estão presos (a mulher de Eduardo, Ieda da Silva Martins, 42 anos, também é suspeita de participar do crime) e espero que fiquem assim por muito tempo."

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