Corpos dos três PMs mortos após queda de aeronave em MG serão velados neste domingo em BH
Acidente aconteceu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, em Minas Gerais
Os corpos dos três policiais militares de Minas Gerais que morreram após a queda de uma aeronave da corporação serão velados e sepultados neste domingo, 11, em Belo Horizonte (MG). O acidente aconteceu na tarde da última sexta-feira, 9, nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, conhecido como Aeroporto de Ipatinga, em Santana do Paraíso, em Minas Gerais.
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As vítimas são o tenente-coronel Luís Fernando Silvestre, a tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e a tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida. O velório dos três será realizado na Academia de Polícia Militar de Belo Horizonte, no bairro Prado, das 11h às 14h. Já o sepultamento acontece no Cemitério Parque Bosque da Esperança, no bairro Jaqueline, às 16h.
Acidente aéreo
A aeronave em que eles estavam, um avião de pequeno porte que seria um bimotor turboélice da Beech Aircraft, havia decolado pouco antes do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, por volta das 15h de sexta-feira. A queda ocorreu por volta das 17h.
Segundo o coronel Flávio Santiago, a corporação acionou uma força-tarefa para oferecer acolhimento aos familiares. Ele se emocionou ao falar sobre a trajetória do tenente-coronel Luis Silvestre. "Mais de 2 mil transplantes ocorridos, e boa parte deles na mão do tenente-coronel Silvestre", afirmou, em lágrimas.
Segundo o coronel, Silvestre acumulava mais de 3 mil horas de voo e era considerado o instrutor mais capacitado da Polícia Militar. Santiago também destacou a atuação da aviação policial no transporte de órgãos para transplantes e no atendimento à população.
"Foram milhares de famílias atingidas pela capacidade dos nossos Ases Indomáveis", declarou.
Entre as vítimas também está a tenente Gabriela Emília Doares Lacerda Resende, que se tornou a primeira mulher habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa do Comando de Aviação do Estado (Comave) da Polícia Militar de Minas Gerais.
"Perdemos pessoas que faziam um trabalho importantíssimo. A atividade policial aérea é extremamente necessária para o apoio terrestre, como também para o salvamento de vidas. Assim se deu em Brumadinho, assim se deu em Mariana, assim se deu na covid-19. Os nossos pilotos, inclusive, enfrentando a possibilidade de transmissão da doença, mas, por conta do investimento daquilo que é mais importante, servir à sociedade, o fizeram."
Segundo o coronel, o voo que realizaram era de "rechecagem", ou seja, de avaliação periódica de piloto. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) será responsável por investigar as circunstâncias da queda.

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